Por um cinema negro no feminino – Brasil


Maus Hábitos | Porto

Mar 7th, 2018 10:00 to 11:30 pm

A Mostra «Por um Cinema Negro no Feminino – Brasil», com curadoria de Janaína Oliveira para o 3º Festival Feminista do Porto, é composta por realizações significativas da produção negra feminina brasileira na contemporaneidade. O objetivo é apresentar ao público uma fração da força dessa geração que vem fortalecendo produções coletivas, destacando o protagonismo feminino negro nas produções audiovisuais do país ao buscar quebrar as barreiras de produção do cinema nacional no Brasil.

 

 

Empoderadas – #EP04 2º temporada 

Documentário – 8′ – ANO 2017

São Paulo

Realizador – Renata Martins

 

Sinopse

Sueli Carneiro é uma das maiores referências brasileira na história do feminismo negro. Nascida na Lapa e criada na zona oeste de São Paulo, Sueli sempre soube o que era ser negra. Foi a partir de seu ingresso na faculdade de filosofia e na militância do movimento negro que o seu conhecimento se transformou em ação. Referenciada em Lélia Gonzales e Abdias do Nascimento, Sueli Carneiro é filósofa e doutora em educação e uma das fundadoras do Geledés – Instituto da Mulher Negra. Em nosso encontro, Sueli é mais do que a voz da militância e do feminismo negro, ela nos conta sua história como uma boa matriarca que é.


Monga, Retrato de Café

Documentário – 15’ – ANO 2017

Brasil e Cuba

Realizador – Everlane Moraes

 

Sinopse

Um convite para tomar uma xícara de café. Esse é o início de uma conversa íntima que me permite esboçar um retrato de Ramona Reyes, mulher que trabalha nas plantações de café, cultura que herdou do pai, um haitiano assassinado por ser um mensageiro dos rebeldes, para ajudar o triunfo da revolução. Suas mãos ressecadas, castigadas pelo trabalho, ainda mantém a vaidade simples de uma mulher que não há perdido a beleza.


 

Maíra está bem

Documentário – 8’ – ANO 2017

Pernambuco

Realizador – Juliana Lima

 

Sinopse

Através de narrativas o vídeo documentário Mayra está bem, sobre a solidão da mulher negra, apresenta experiências de mulheres que resolveram militar pela sua independência e contra o cruel cotidiano social imposto pelo racismo e pelas discriminações, tendo ainda em comum o facto de não ter parceiros afetivos fixos. São depoimentos carregados de sentimentos causados pela exclusão e pelo preconceito.


Merê

Documentário – 15’ – ANO 2017

Brasil

Realizador – Urânia Munzanzu

 

Sinopse

Um filme de Mulheres que parte da experiência da diretora Urânia Munzanzu, para falar de protagonismo feminino na tradição Jeje Mahi, tradição religiosa e fé em pontes transatlânticas – do recôncavo da Bahia ao Benim /África. Um documentário com um olhar íntimo e sensível, (re)unindo as “donas do segredo” de uma tradição sob risco de extinção, a nação de candomblé Jeje.  O filme convida as matriarcas do culto de Vodun na Bahia para seu primeiro encontro com a Terra Mãe. Levando as herdeiras da ancestralidade que forjou no Brasil “outras Áfricas” a diretora refaz o percurso das Rotas da escravidão trilhando caminhos de liberdade.

 

Trailer: https://vimeo.com/185874849

 

Travessia

Documentário – 5′ – ANO 2017

Brasil

Realizador – Safira Moreira

 

Sinopse

Utilizando uma linguagem poética, Travessia parte da busca pela memória fotográfica das famílias negras e assume uma postura crítica e afirmativa diante da quase ausência e da estigmatização da representação do negro. 


 

Fé Menina (1º Episódio)

Ficção – 6’27 – ANO 2017

Guiné-Bissau | África do Sul | Argentina | Brasil | Chile

Realizador – Coletivo Audivisual Elekô e Mulheres de Pedra

 

Sinopse

Iluminadas pela lua, as deusas adentram o ventre poético do manguezal. Sob a luz da minguante o endeusamento se revela em gestos, movimentos, oferendas que movem a travessia marcada por fé, feitiço e sabedoria.

 

Trailer: https://youtu.be/LLZLXdSMX0M

 

Eu preciso dessas palavras escrita

Ficção – 19′ – ANO 2017

Rio de Janeiro/Brasil

Realizador – Milena Manfredini

 

Sinopse

O passado de Arthur Bispo do Rosário é praticamente desconhecido. Sabe-se apenas que era negro, marinheiro e pugilista. Em 1938 é internado na Colônia Juliano Moreira após um delírio místico. Com diagnóstico de esquizofrenia paranóica é iniciada sua peregrinação em busca do divino e da catalogação do universo.