CURTAS-METRAGENS FICÇÃO NACIONAL

A MONTE | ON THE RUN
Portugal | 26’00’’ | 2020
Realizadora|Director: Mariana Guarda
Elenco|Cast: Rita Rocha Silva, Fernando Nobre, Mário Coelho, Rita Silvestre, Rodrigo Tomás e Teresa Moreira
Produção |Production: Emma Saints
Sinopse:
É verão. Um grupo de amigos desce a costa alentejana. Rita decide reencontrar alguém do seu passado e inicia um caminho que lhe pode trazer algumas respostas.
Biografia:
Mariana Guarda é uma actriz e realizadora, natural de Lisboa, Portugal. Licenciou-se em Cinema-Produção na Escola Superior de Teatro e Cinema (ESTC) em 2013. Em 2015 realizou o documentário Já Voa a Palavra Casa, sobre um grupo de pessoas ex-residentes de uma unidade psiquiátrica em Setúbal, que partilham uma casa no centro da cidade. Mais tarde, em 2018, licenciou-se em Teatro, ramo Actores, na ESTC. À procura de novas formas de comunicar as suas ideias, escreve e desenvolve projectos nas áreas do teatro e da performance. Recentemente escreveu e realizou a sua primeira curta-metragem, A Monte.

ALMA | SOUL
Portugal | 07’53’’ | 2020
Realizadora|Director: Mónica Santos
Elenco|Cast: Analícia Graça
Produção|Production: Portugal Fashion
Sinopse:
Uma expedição poética, em que a personagem vagueia na procura da sua alma gémea, somente para a encontrar bem perto de si.
Biografia:
Mónica Santos é uma autora multifacetada que conta com dois prémios Sophia, pela Academia Portuguesa de Cinema, e uma nomeação para os Césares, pela Academia Francesa, no seu percurso cinematográfico. Com uma visão artística singular, cria universos que reinventam o real, conferindo-lhes uma roupagem poética e surreal que inquieta a nossa percepção. Depois de terminar o mestrado na Royal College of Art, enquanto bolseira da Gulbenkian, trabalhou com expoentes do cinema português como Manoel de Oliveira e José Fonseca e Costa bem como em diversos géneros: cinema, publicidade, documentário e ficção televisiva. As últimas duas curtas-metragens Amélia & Duarte e Entre Sombras (co-realizadas) unem a técnica de animação com imagem real, distinguindo-se pelos prémios recebidos nacional e internacionalmente cujo culminar foi a escolha para representar o cinema português na tour das Academias de Cinema mundiais "Les Nuits en Or". Terminou a sua primeira curta-metragem a solo Palma e encontra-se a trabalhar, entre outros projectos artísticos, no filme O Casaco Rosa.

CAROLINE
Portugal | 24'00’’ | 2020
Realizadora|Director: Patrícia Vidal Delgado
Elenco|Cast: Rachel Rath, Terrance Richardson, Ron Freedman, Paul Uhler, Rita Barkett
Produção |Production: UCLA TFT, Jessica Moore
Sinopse:
Uma artista profissional está à beira do fracasso enquanto luta contra a falta de autoconfiança e o pedido de demissão de seu novo assistente pouco antes de sua primeira exposição solo.
Biografia:
Patrícia Vidal Delgado é a argumentista e realizadora das curtas-metragens Bué Sabi, Isa, Ico, 88, The Hood e Caroline. O seu trabalho foi seleccionado para vários festivais nacionais e internacionais, incluindo o IndieLisboa, Curtas Vila do Conde, TIFF Next Wave e o Philadelphia Film Festival. Os filmes de Patrícia já receberam quinze prémios e cinquenta nomeações. La Leyenda Negra, a sua primeira longa-metragem, teve estreia mundial no Sundance Film Festival 2020.

CHAMA-SE CARLA | HER NAME IS CARLA
Portugal | 11’28’’ | 2020
Realizadora|Director: Cátia Biscaia
Elenco|Cast: Inês Sá Frias, Tobias Monteiro, Ricardo Tê, Jorge Bernardes
Produção|Production: Cátia Biscaia, Bruno Carnide, Eduardo M. Escribano Solera, Paulo Graça, Pedro Caldeira
Sinopse:
Com o namorado preso por tráfico de droga, Carla, grávida de 6 meses, passa os dias à porta da cadeia. Com o passar dos dias, uma relação improvável acaba por surgir, colocando tudo em causa. Ou talvez não.
Biografia:
Cátia Biscaia (1983, Leiria, Portugal) é pós-graduada em Audiovisual e Multimédia, pela Escola Superior de Comunicação Social de Lisboa. Fotógrafa profissional - premiada nacional e internacionalmente - e professora universitária na área da Imagem, trabalha, igualmente, na área do Cinema, enquanto Directora do Leiria Film Fest (Festival Internacional de Curtas-Metragens), produtora e assistente de imagem de filmes premiados como: Calou-se. Saiu. Saltei, Fugiu. Deitou-se. Caí, Manuel (de Bruno Carnide), entre outros. Chama-se Carla é a sua primeira obra enquanto realizadora.

EXTRACTION: THE RAFT OF THE MEDUSA | EXTRACTION: THE RAFT OF THE MEDUSA
Portugal | 10’43’’ | 2020
Realizadora|Director: Salomé Lamas
Elenco|Cast: Henrique Furtado, Luis Guerra, Matthieu Ehrlacher, João Villas Boas, Cláudio Vieira, Bruno Brandolino, Filipe Pereira, Paulo Quedas
Produção|Production: Salomé Lamas, Adelina von Furstenberg, Pedro Duarte
Sinopse:
Extraction: The Raft of the Medusa é uma meditação sobre o redesenho maciço da humanidade no planeta e um panfleto distópico sobre o Antropoceno. Extraction: The Raft of the Medusa retrata um breve momento de euforia enquanto os ocupantes da jangada identificam uma ilusão cintilante para a sua deriva, esperando e rezando para serem resgatados. Quase que podemos ouvir os gritos roucos numa tentativa de captar a atenção para sua situação desesperada, reunindo as suas últimas forças para o vazio. Esta é sua última chance de sobrevivência. Extraction: The Raft of the Medusa refere-se ao paradigma colonial, visões do mundo e tecnologias que marcam as regiões de alta biodiversidade de forma a reduzir a vida à conversão de recursos capitalistas com um enorme impacto ambiental e social. O projecto é uma alegoria para o estado de emergência nas políticas ambientais.
Biografia:
Salomé Lamas (Lisboa) estudou cinema em Lisboa e Praga, artes visuais em Amsterdão e é doutoranda em arte contemporânea em Coimbra. O seu trabalho tem sido exibido tanto em contextos artísticos como em festivais de cinema tais como Berlinale, BAFICI, Museo Arte Reina Sofia, FIAC, MNAC – Museu do Chiado, DocLisboa, Cinema du Réel, Visions du Réel, MoMA – Museum of Modern Art, Museo Guggenheim Bilbao, Harvard Film Archive, Museum of Moving Images NY, Jewish Museum NY, Fid Marseille, Arsenal Institut fur film und videokunst, Viennale, Culturgest, CCB - Centro Cultural de Belém, Hong Kong FF, Museu Serralves, Tate Modern, CPH: DOX, Centre d’Art Contemporain de Genève, Bozar, Tabakalera, ICA London, TBA 21 Foundation, Mostra de São Paulo, CAC Vilnius, MALBA, FAEMA, SESC São Paulo, MAAT, La Biennale di Venezia Architettura, entre outros. Lamas recebeu diversas bolsas, tais como a Gardner Film Study Center Fellowship – Harvard University, Rockefeller Foundation – Bellagio Center, Fundación Botín, Fundação Calouste Gulbenkian, Sundance, Bogliasco Foundation, Brown Foundation – Dora Maar House, MacDowell Colony, Yaddo, Berliner Künstlerprogramm des DAAD. Colabora com a Universidade Católica do Porto e a Elias Querejeta Zine Eskola. Colabora com a produtora O Som e a Fúria e é representada pela Galeria Miguel Nabinho e pela Kubikgallery.

MADRUGADA | DAWN
Portugal | 28’00’’ | 2021
Realizadora|Director: Leonor Noivo
Elenco|Cast: Isabel Costa, Alexandra Espiridião, Ana Teresa Magalhães, Lilia Trajano
Produção|Production: João Matos, Leonor Noivo, Luísa Homem, Pedro Pinho, Tiago Hespanha, Susana Nobre, Terratreme Filmes
Sinopse:
Maria começa a ter sinais de pertencer a outro lugar: surgem escamas na pele, raízes nas pernas, e ela ouve o som da água - sonha ser peixe. Um dia a sua filha depara-se com o seu desaparecimento e reconstruirá, pela memória dos gestos e desencontros, uma possível explicação para a sua fuga.
Biografia:
Leonor Noivo estudou Fotografia e Arquitectura antes de ingressar na ESTC em Lisboa, onde se especializou em Montagem e Realização em 2004. Completou o Curso de Documentário dos Ateliers Varan em 2006 na Fundação Calouste Gulbenkian. Desde aí é anotadora, argumentista e assistente de realização em filmes de ficção e documentários, tendo trabalhado com diversos realizadores (como João Pedro Rodrigues, João Salaviza, João Nicolau, Marília Rocha, Pedro Pinho, Tiago Hespanha, João Vladimiro, João Botelho, Carlos Conceição, Inês Oliveira, Filipa Reis e João Miller, entre outros). Colaborou com diversos criadores da área do espectáculo, na criação de conteúdos e instalação de vídeo, bem como em Oficinas de Projecto Cinematográfico nos Cursos de Cinema do ArCo, ESMAD ou ESAD. É co-fundadora da produtora TERRATREME Filmes, plataforma de cineastas criada em 2008, onde tem desenvolvido, a par dos seus filmes, o trabalho como produtora na coordenação e acompanhamento de projectos de ficção e de documentário.

NHA MILA
Portugal | 18’28’’ | 2020
Realizadora|Director: Denise Fernandes
Elenco|Cast: Yaya Correia, Maria Sanches, Cleo Tavares, Lourença Semedo
Produção|Production: Sandro Aguilar, Luis Urbano, Elda Guidinetti
Sinopse:
Depois de 14 anos longe da sua terra natal, Salomé viaja para a Ilha de Santiago, Cabo-Verde, para ver o seu irmão cuja vida está presa por um fio. Faz escala no aeroporto de Lisboa, onde Águeda, empregada de limpeza, a reconhece como "Mila", sua velha amiga de infância. Águeda convida-a a passar as horas de escala em sua casa, com as mulheres da sua família. Enquanto Salomé luta para desmagnetizar a dolorosa ligação com a sua terra, o espírito do bairro devolve-a à essência à qual ela pertence.
Biografia:
Denise Fernandes nasceu em Lisboa em 1990 de pais de origem cabo-verdiana e foi criada no sul da Suíça. Em 2011 graduou-se em realização e produção cinematográfica no Conservatório Internacional de Ciências Audiovisuais em Lugano (CISA). No mesmo ano, a sua curta de diploma Una Notte estreia na 64ª edição do Festival de Locarno. De 2011 a 2013 estuda realização na Escola Internacional de Cinema e TV (EICTV) de Cuba, onde dirige as curtas Pan Sin Mermelada, que merece a nomeação de Upcoming Talent no Solothurn Festival e Idyllium, premiada no Festival Internacional de Winterthur. Está atualmente a preparar a sua primeira longa-metragem, Hanami, ambientada em Cabo Verde. Hanami foi selecionado entre 70 projetos para o Solothurn Talent Lab 2016 e premiado como melhor projeto de primeira obra pela Sociedade Suíça dos Autores (SSA).

UPSTREAM
Portugal | 20’52’’ | 2019
Realizadora|Director: Adriana Martins da Silva
Elenco|Cast: Joana Brandão, Whirimako Black, Paul Ubana Jones, Mark Kilsby, Lyric Winitana
Produção|Production: Adriana Martins da Silva, Joanna Spence, Catarina Souto, Corey LeVaillant
Sinopse:
Mariana, uma portuguesa recentemente emigrada na Nova Zelândia, vê a sua vida cruzar-se com Tui, a sua vizinha Maori.
Biografia:
Adriana Martins da Silva nasceu em Portugal em 1983. Estudou astrofísica no Porto e viveu sete anos na Nova Zelândia onde trabalhou como física hospitalar durante vários anos. Paralelamente começou a desenvolver a sua carreira no cinema como realizadora independente. As suas curtas metragens, conhecidas pelo retrato intimista e emocional centrado no feminino, ganharam já vários prémios nacionais, tendo o seu filme A língua sido nomeado para os prémios Sophia em 2018. Upstream é o seu filme mais pessoal, inspirado pela sua vivência enquanto emigrante na Nova Zelândia. Um entrelaçar de experiências e culturas que se desenrolou à frente e atrás do écran.
