“Anaglyph” de Valle Comba | Espanha | 9’ | ani | 2025 | Estreia Regional

Sinopse: 

Violet vive num mundo vermelho e ansioso. Já não aguenta mais, consumida por tantas coisas pequenas. Sente uma presença invisível e inquietante que baralha a sua realidade. Violet precisa de aprender a ver de uma nova forma para se compreender a si, à sua mente, aos seus fantasmas.

 

Valle Comba: 

Valle desenvolveu a sua carreira como realizadora na área da animação, combinando stop motion e 2D. Anaglifo é a sua segunda curta‑metragem de animação como realizadora. Anteriormente, criou Sin Remite, apresentado no Animac Pitch 2019 e que esteve em fase de procura de financiamento entre 2018 e 2021.

A sua primeira curta‑metragem, Uka (2016), recebeu mais de 100 nomeações internacionais e nacionais, incluindo o Goya para Melhor Curta‑Metragem de Animação em 2017. Uka foi premiado em festivais como Encounters Bristol e MálagaCrea.

“Biting the hand that feeds you” de Chantal Peten | Bélgica | 5’ | ani | 2025 | Estreia Nacional

Sinopse: 

O concurso chama-se “Payday” e a Chantal está cheia de pressa porque, claramente, tem muito a dizer sobre o assunto. Pela primeira vez, ela preenche todos os requisitos: realizadora, mulher... Está pronta para começar a tomar notas, a desenhar... Mas, rapidamente, a sua realidade quotidiana volta a assaltar-lhe a mente.

 

Chantal Peten: 

Chantal Peten é uma realizadora de cinema de animação e autora-ilustradora de livros infantis, belga, sediada em Bruxelas. Formada em ilustração na ARBA, publicou cerca de vinte livros antes de se dedicar à animação. Em 2015, estudou realização na RHoK Academy. O seu trabalho combina observação poética do quotidiano com a imaginação.
A sua primeira curta-metragem, Jules & Juliette, estreou em Clermont-Ferrand em 2022. A segunda, Cracher dans la soupe, venceu o concurso ARTE 2024 e foi exibida em Annecy 2025. Atualmente, está a desenvolver uma nova curta, La sieste.

“And I Would Be Beautiful” de Mathilde George | França | 10’ | ani | 2025 | Estreia Regional

Sinopse: 

Os meus seios? São demasiado pequenos, até a Fanny disse isso. O meu rabo? Detesto-o! A minha cara? No caixote do lixo…
Graças à Muse, poderia tornar-me noutra pessoa. Em apenas 30 dias, teria pernas mais finas, seios mais elevados e um rabo mais firme. E, finalmente, seria bonita.

 

Mathilde George: 

Depois de se formar na École Émile Cohl, em Lyon, Mathilde George começou a desenhar para a imprensa e para livros infantis, para as editoras Bayard, Milan, Hatier e Nathan, entre outras. Em 2025, realizou a sua primeira curta-metragem de animação, intitulada And I would be beautiful.

“Nutcracker girl” de Michalina Musialik | Polónia | 14’ | ani | 2023 | Estreia Nacional

Sinopse: 

“Nutcracker Girl” é um filme do género terapêutico que aborda, de maneira simbólica, a questão da desigualdade de género. Numa noite de Natal, uma menina descobre brinquedos debaixo da árvore — um cavalo de baloiço, um exército de soldadinhos de brinquedo e uma casa de bonecas. Um dos soldadinhos fica interessado na sua querida boneca. Enquanto dançam juntos, ele ultrapassa, inesperadamente, um limite, ao colocar a mão por baixo da saia dela. Chocada, a boneca rejeita-o, o que leva a um ato de retaliação em que ele lhe esmaga a cabeça. Este incidente dá início a uma série de acontecimentos, oferecendo à menina um vislumbre do mundo real dos adultos, repleto de necessidades sexuais, ânsia de poder e a procura da satisfação pessoal.

 

Michalina Musialik: 

Nascida em 1994, artista radicada na Polónia, formou-se na Escola de Cinema de Łódź e é autora de curtas-metragens de animação. O seu filme de final de curso, Dog’s field (2020), ganhou vários prémios em festivais de cinema, como o Silver Hobby-Horse no Festival de Cinema de Cracóvia, o Brown Animusz no Festival de Cinema de Animação e o prémio de Melhor Animação no Festival de Cinema Zoom. Dog’s field foi exibido em muitos festivais por todo o mundo (BIAF, Animafest Zagreb, Fantoche). Atualmente, está a trabalhar no seu mais recente filme, Nutcracker girl, que aborda a forma como a desigualdade de género na educação das crianças afeta, a vida adulta de uma mulher. Obteve uma bolsa para o Film Spring Open e foi selecionada para um workshop de argumento no Animarkt. Realizou workshops de animação para crianças e jovens. Tornou-se especialista no comité do Instituto Polaco de Cinema.

“The Granny” de Kalina Dimitrova, Aleksa Trayanova | Bulgária | 4’ | ani | 2025 | Estreia Nacional

Sinopse: 

Esta é uma história balcânica moderna sobre a Mulher eterna, a Mulher de espírito inquebrável, de coração grande, com um fantástico carrinho de compras turbo e a melhor turshia — a Avó. Por outro lado, esta é uma história sobre a mulher moderna que, por vezes, se esquece das avós, por vezes se irrita com as suas preocupações, mas que consegue encontrar um ponto de encontro com a Avó. Um filme sobre o poder das mulheres zangadas, o único poder capaz de combater a administração dos Balcãs.

 

Kalina Dimitrova & Aleksa Trayanova: 

Kalina e Alexa são uma equipa desde o primeiro dia na universidade, onde trabalharam juntas em projetos de estudantes, tendo depois continuado a sua colaboração em filmes e videoclipes, como profissionais. Especializam-se em animação digital 2D, com um estilo expressivo e um sentido de humor particular.

Formaram-se na Universidade Nova da Bulgária. Trabalharam juntas em 4 videoclipes de SERGIE, realizados no período de 2022 a 2025. Em 2024, criaram o videoclipe para a canção “Lame” de Kerana i kosmonaftite e, em 2025, criaram um para a canção “Did you eat lemon, did you drink vinegar?” de Stefan Valdobrev and the Usual Suspects. Os dois últimos vídeos vivem a sua vida festivaleira e foram selecionados para festivais internacionais.

Em 2023, criaram o filme Chatterbox, que teve sucesso tanto a nível nacional, como internacional. O filme foi selecionado em festivais internacionais, incluindo o Animest — um dos maiores fóruns de animação. O filme recebeu o prémio “Estreia em Animação” nos Prémios Vasil Gendov da União de Cineastas Búlgaros.

As duas jovens realizadoras participam em várias masterclasses e workshops com animadores búlgaros e internacionais, tais como Juan Pablo Zaramella, Pedro Serrazina, Fernando Galrito, Zlatin Radev, etc. Aleksa e Kalina adoram arte, cinema e música. Interessam-se por animação, distribuição de filmes e histórias emocionantes.

“The Girl Who Wasn't Afraid of Bears” de Lea Vučko | Eslovénia | 20’ | ani | 2025 | Estreia Nacional

Sinopse: 

Disfarçada de homem, uma rapariga percorre um mundo mítico para provar que é destemida — até que se começa a perder.

 

Lea Vučko: 

Realizadora de animação e ilustradora eslovena. Estudou ilustração na Academia de Belas Artes e Design da Universidade de Liubliana, onde desenvolveu o seu interesse pela narrativa através de imagens. Após a licenciatura, focou-se na animação, trabalhando como animadora em várias curtas-metragens aclamadas e projetos comerciais.
Desde 2015, colaborou em títulos como Prince Ki-Ki-Do (Grega Mastnak, 2016), Weasel (Timon Leder, 2017) e Orange Is the New Black, encomenda de Špela Čadež para a Netflix (2018). Trabalhou também em Somewhere Else (Tim Grabnar, 2018), entre outros.
Em 2022, estreou-se na realização com The Legend of Goldhorn, uma curta-metragem de animação inspirada no folclore esloveno, que foi exibida em mais de 80 festivais internacionais. É co-fundadora da Octopics, um estúdio independente que dirige com o seu parceiro criativo, Damir Grbanović.
Atualmente, Lea está a distribuir a sua segunda curta-metragem de animação, The Girl Who Wasn’t Afraid of Bears, produzida pela Invida, enquanto desenvolve novos projetos originais sob a bandeira da Octopics.

“Still Moving” de Rui Ting Ji | Canadá | 10’ | ani | 2025 | Estreia Nacional

Sinopse: 

Após o seu divórcio, uma mãe conduz uma carrinha de mudanças alugada, com a filha no banco do passageiro. Em direção a um novo futuro, descobrem a dor e as dificuldades de deixar o passado para trás.

 

Rui Ting Ji: 

Animadora e cineasta sino-canadiana, radicada em Montreal, no Quebec. Brinca com formas de arte novas e antigas, trabalha em animação, narrativas interativas, documentários e banda desenhada animada. O seu maior interesse é em partilhar histórias com perspetivas ocultas e em encontrar beleza nos mais pequenos detalhes. Os seus filmes tendem a centrar-se em pessoas ou questões reais e têm sido exibidos em todo o mundo. Já animou para documentários, longas e curtas-metragens premiadas, e leciona animação na faculdade. O seu filme mais recente, “Still Moving”, é uma curta-metragem de animação que explora o breve momento entre “o que foi” e “o que se segue”, na relação de uma mãe e da sua filha.