
“Halima - Eine Anleitung zum Starksein” de Linda Verweyen | Alemanha | 24’ | doc | 2025 | Estreia Internacional
Sinopse:
Halima foi submetida a uma operação para reconstruir a sua vulva após mutilação genital feminina. No regresso a casa, fala sobre a sua maneira de se manter forte. Um filme sobre as consequências da MGF, o racismo quotidiano na Alemanha e a realidade das mulheres refugiadas. Halima é uma figura colectiva, que representa a biografia, a luta e o ponto de vista de cinco mulheres somalis, que sofreram MGF/C e trabalharam no filme, em todas as fases da produção.
Linda Verweyen:
Linda Verweyen começou a filmar Halima, é o seu filme final de curso. Licenciou-se em “Artes Expressivas em Transformação Social”, especializando-se na relevância individual e social da produção fílmica. Frequenta um mestrado em realização de cinema na Dortmund University of Applied Sciences, com um foco em produção participativa, documentário-ficção e processos de mudança social através do cinema.

“Uma Mulher do Género” de Raquel de Lima | Portugal | 20’ | doc | 2024 | Estreia Regional
Sinopse:
Uma mulher do género retrata a história de mulheres do meio rural que decidiram enveredar por profissões geralmente desempenhadas e associadas a homens. Esta curta-metragem documental acompanha, em 20 minutos, a rotina laboral e íntima destas mulheres e capta relatos de situações onde o género é um factor de diferenciação e incitador de desafios.
O documentário desenrola-se enquanto observamos as rotinas das três intervenientes e desenvolve-se com o recurso a entrevistas em tom informal.
É criada uma atmosfera poética na proposta, destacando não apenas as actividades em si, mas também a beleza oculta nos gestos quotidianos e nos momentos mais íntimos das personagens.
Raquel de Lima:
Raquel de Lima é uma artista multidisciplinar natural do interior norte de Portugal que se desdobra entre o teatro, a música, a escrita e o cinema. Licenciada em Teatro - Interpretação pela ESMAE, Porto, começa o seu percurso profissional como atriz e performer e, mais tarde, como cantora de música jazz, experimental/improvisada e polifónica. Em 2019/2020 frequenta a pós-graduação de dramaturgia e argumento, também na ESMAE, Porto. É autora da áudio-peça "Arigato", produzida pela antena 2 e da peça curta "Espera" que estreou no Teatrão em Coimbra. Em 2024 frequenta o mestrado em cinema documental e experimental da ESMAD e realiza Uma mulher do género, a sua primeira curta-metragem documental, que marcou presença em festivais como Entre Olhares, Caminhos do Cinema Português, Revoluções Curtas – Filmin, entre outros. Em 2025, concluiu a sua segunda curta-metragem documental, FORA, realizada no âmbito do seu projeto final de mestrado, que se encontra atualmente em fase de distribuição. Raquel utiliza os diferentes discursos artísticos para falar de liberdade, identidade, intimidade e de questionar temas que desafiam convenções sociais.

“As I Witness” de Pamela Andrea Martinez Barrera | Venezuela, EUA | 8’ | doc | 2024 | Estreia Nacional
Sinopse:
O acto de escrever colapsa o passado e o presente numa experiência dissonante de testemunhar a colonização do corpo.
Pamela Andrea Martinez Barrera:
Pamela Martinez (she/her/ella) é uma cineasta e educadora venezuelana interessada em sistemas de cuidados, migração e justiça de transição. Possui um Mestrado em Belas Artes (MFA) pelo Programa de Media Documental de Stanford e uma Licenciatura em Sociologia e Políticas Públicas pela NYU Abu Dhabi. O seu primeiro documentário, Estado Fallido / Failed State (2021), explora a polarização política e social dentro da comunidade indígena Pemón Kamarakoto em Canaima, que tenta sobreviver através do turismo apesar da profunda crise socio-económica da Venezuela. Filmografia inclui Illegal Alien (2023); As I Witness (2024); Presente en los Grandes Eventos (2026). Os seus filmes foram exibidos na Índia, nos EAU, na Colômbia, na Venezuela, no México, nos Países Baixos, na Alemanha e nos EUA. Trabalhou como coordenadora de programação no Science New Wave Film Festival da Imagine Science Films, lecionou Produção Cinematográfica na Universidade de Stanford e é atualmente consultora do Programas para Artistas da Firelight Media. Está a desenvolver a sua primeira longa-metragem de não‑ficção.

“Two Travelling Aunties” de Christine Seow | Singapura, Reino Unido | 21’ | doc | 2025 | Estreia Nacional
Sinopse:
Duas mulheres singapurenses vivazes, abandonam a vida convencional para viver numa carrinha. Deixam-se levar pela aventura, pela sua recém-adquirida liberdade e pela felicidade de viver a vida nos seus próprios termos.
Christine Seow:
Christine Seow é uma cineasta de Singapura. Estudou na National Film and Television School. A sua curta-metragem Two Travelling Aunties (2025) foi nomeada para o prestigioso IDA Documentary Award e Beyond These Walls (2024) para um Grierson Award. Atraem-lhe histórias que exploram identidade e pertença.

“Liens Familiers” de Cordula Rieger | Áustria, França | 25’ | doc | 2025 | Estreia Internacional
Sinopse:
Conversas íntimas desenrolam-se entre avó e neta. Na intimidade, as duas mulheres - uma delas a própria cineasta - exploram os espaços vazios e traçam esboços no nevoeiro. A narrativa de um acidente de comboio ocorrido em 1985, vai surgindo através de imagens e (meias) frases. Os momentos entre Cordula e a sua avó são documentados de forma íntima, e são intercalados com uma dramatização de uma viagem de comboio no presente. Quando o comboio trava abruptamente, a realidade ecoa na ficção.
Liens familiers é bem sucedido ao utilizar a ausência para facilitar conversas tenras e encontros pessoais; chega à conclusão que duas pessoas não precisam de ter o mesmo nível de preocupação para atingirem uma compreensão mútua.
Cordula Rieger:
Cordula Rieger (*2000) é uma cineasta e atriz franco‑austríaca. De 2020 a 2025 estudou realização na Academia de Cinema de Viena, primeiro com Michael Haneke, depois com Jessica Hausner, Tizza Covi e Barbara Albert. A sua paixão pelo teatro lançou as bases para a sua abordagem interdisciplinar ao cinema. Nos últimos anos escreveu e realizou várias curtas experimentais, documentais e de ficção. A sua curta documental The Gallery, que retrata uma ação do coletivo feminista Femplak_Wien, foi exibido em vários festivais internacionais e esteve na shortlist dos Yugo BAFTA Awards. Com a sua primeira longa documental interativa Nebenan (2025), convida o público a sentir a solidão como uma experiência partilhada. Como atriz, interpretou em Die Zukunft reicht uns nicht, klagt kinder klagt no Schauspielhaus Wien (2017–2024), encenada por Thomas Köck e Elsa Sophie Jach. Também participou em Gli appunti di Anna Azzori, um filme de Constanze Ruhm apresentado no Fórum da Berlinale em 2020.

“Madres de Nacimiento” de Gloria Isabel Gómez Ceballos | França | 8’ | doc, exp | 2025 | Estreia Europeia
Sinopse:
Do esquecimento à escuridão, há imagens que ressurgem para controlar os corpos das mulheres Latinas, que são consideradas mães a partir do momento em que nascem. Mas há uma interferência que surge nestes arquivos, que vem do passado para evocar uma mensagem de luta, memória e liberdade.
Gloria Isabel Gómez Ceballos:
Cineasta latino‑americana. Desde 2013 que escreve e realiza filmes centrados nos direitos das mulheres, no cinema‑ensaio e no luto. Em 2018 co-fundou a El Cine Sana, uma empresa de formação e produção audiovisual que colabora com a Cinémathèque de Medellín, a ACDI/VOCA e o Ministério das Culturas da Colômbia. Após terminar a dissertação de mestrado com honra e louvores, iniciou a sua carreira como professora associada. Atualmente está a realizar um doutoramento em Estudos e Práticas Artísticas, onde estuda o cinema participativo como meio de emancipação face aos discursos de domínio sobre os corpos das mulheres.

“Niederurnen, GL” de Anna Joos | Suíça | 18’ | doc, exp | 2025 | Estreia Nacional
Sinopse:
Num vale esquecido da Suíça, um vento maligno assombra o quotidiano dos antigos trabalhadores italianos de uma fábrica de amianto, que ainda respiram as suas fibras invisíveis.
Anna Joos:
Anna Joos é uma cineasta e antropóloga visual suíço‑sueca que combina teoria social com cinema. Em 2019 obteve o mestrado em Antropologia Visual pelo Granada Centre for Visual Anthropology da Universidade de Manchester. Depois seguiu para um mestrado em Cinema, com especialização em realização, na ECAL/HEAD, onde concluiu em 2024 com a sua curta-metragem Niederurnen, GL.

“Burial” de Faranak Nateghi | Bélgica | 8’ | doc | 2025 | Estreia Internacional
Sinopse:
“Daffn” é o termo para o enterro dos mortos no discurso islâmico. A partir de fotografias de família e de material de arquivo, este ritual é descrito através de uma lente pessoal. À medida que a narradora reflete sobre a experiência do enterro, revisita a relação com a sua tia, que faleceu quando ela era muito jovem.
Faranak Nateghi:
Faranak Nateghi é natural do Irão e trabalha como investigadora, editora e cineasta. Frequenta o mestrado Erasmus Mundus FilmMemory, promovido pela FILMEU, com foco no património fílmico e nas práticas arquivísticas. A sua investigação analisa a interseção entre memória, história política e a ética da reutilização arquivística, com um foco especial no cinema iraniano e na narrativas sub‑representadas. A sua prática artística combina found footage, imagens geradas por IA e arquivos pessoais, para reconfigurar criticamente a memória histórica.

“Babilônia” de Duda Gambogi | Cuba, Brasil | 22’ | doc | 2024 | Estreia Nacional
Sinopse:
Babilônia é o lugar para se estar nos sábados à noite, onde a comunidade queer de Artemisa se reúne para ver o melhor show drag da província, festejar e flertar. A jovem Elizabeth de Victoria está prestes a realizar seu sonho de subir no palco, mas descubrirá que brilhar não é tão fácil como imaginava.
Duda Gambogi:
Duda Gambogi é cineasta, roteirista e mestra em Cinema Documentário pela EICTV (Cuba). Seus filmes foram exibidos em mais de 100 festivais nacionais e internacionais, como Shorts México, Krakow Film Festival, FICVIÑA e Bogoshorts, tendo ganho diversos prêmios, e seu primeiro filme, Endless Love, foi eleito como um dos melhores curtas-metragens de 2020 pela revista Kinoscope (EUA). Duda também atua nas áreas de formação, curadoria e crítica de cinema, tendo colaborado em diversas revistas virtuais e na cobertura oficial dos festivais Festcurtas BH (2019) e do Janela de Cinema (2017) e tendo sido jurada do 2º Festival A Outra Margem e júri jovem da 19ª Mostra de Cinema de Tiradentes. Desde 2023, está na coordenação do Grupo de Desenvolvimento de Documentário do Projeto Marieta, tendo orientado mais de 150 projetos no laboratório.

“Where The Olives Are” de Kay Ayach | Portugal, Líbano | 15’ | doc | 2025
Sinopse:
Quatro jovens mulheres árabes, a viver em Portugal, passam um dia na terra das amigas, para se desligarem das suas vidas quotidianas. Uma escapadela cheia de emoções, entre árvores, plantas, cheiros e histórias que trazem de volta memórias das suas terras natais.
Kay Ayach:
Kay Ayach é uma cineasta emergente, nascida no Líbano, em 1999. Em 2021, formou-se em Beirute, em audiovisual e realização cinematográfica. Participou na 12.ª edição do mestrado DocNomads em realização documental, com etapas em Lisboa, Budapeste e Bruxelas. O seu trabalho está profundamente enraizado nas histórias da sua terra natal e procura amplificar vozes frequentemente marginalizadas. A sua motivação criativa nasce de uma ligação profunda ao Líbano e ao Levante, combinada com uma curiosidade insaciável e um sentido de admiração enquanto percorre e documenta o mundo à sua volta.

“The Witches' Pact” de Fabiana Fragale | Alemanha | 70’ | doc | 2025 | Estreia Nacional
Sinopse:
Quando um vídeo de mobilização de um misterioso concílio de bruxas cai nas mãos da realizadora, desencadeia uma busca movida pelo seu anseio por solidariedade feminista. Os rastos das bruxas conduzem‑na de lojas de recordações a igrejas, do TikTok ao mar. É atraída para um mundo cujo passado é tão sombrio quanto as suas práticas são afirmativas da vida, cheio de contradições que desafiam todas as regras e regulamentos.
Fabiana Fragale:
Fabiana Fragale, nascida em Zurique em 1994, vive em Colónia, desde 2015, e concluiu os estudos na KHM, em 2024. Os seus filmes abordam as diversas formas de solidariedade e procuram sempre entrelaçar o pessoal e o político. Em 2023, o seu primeiro documentário de longa‑duração, Lonely Oaks, estreou nas salas de cinema e foi nomeado para o Prémio Alemão de Cinema.
