Sessão Pioneiras do Cinema Português

 

22 de Abril

 

Horário: 21h15

 

Local: Batalha Centro de Cinema - Sala 1

Esta é uma sessão especial dedicada às pioneiras do cinema português, reunindo um conjunto de obras fundamentais para a compreensão dos primeiros olhares daquelas que ousaram fazer cinema.

Em antecipação do ciclo Pioneiras do Cinema Português, que a Cinemateca Portuguesa apresentará em maio, e em parceria com esta instituição, o Porto Femme apresenta uma sessão especial com a curadoria de Ricardo Vieira Lisboa.

Esta sessão assume um caráter especial, uma vez que os últimos filmes, todos eles mudos, vão ser musicalizados ao vivo, numa sonoplastia concebida e interpretada por Lula Pena. Estabelecemos um diálogo entre a imagem e o som, onde a projeção se transforma numa experiência imersiva.

O evento assinala um momento de experimentação e encontro entre cinema e performance ao vivo no contexto do festival.

!UPDATE!

Infelizmente, por motivos de força maior, a artista Lula Pena não poderá estar presente na sessão de hoje, para realizar a performance que tanto ansiávamos!

Ao invés, o seu lugar será agora ocupado pela artista MAYAN, nome artístico de Ana Rita Costa, que fará uma performance ao vivo de sonoplastia durante a exibição dos filmes mudos da sessão Pioneiras do Cinema Português.

O Porto Femme lamenta o sucedido, e caso alguém deseje a devolução do seu bilhete, ela será permitida. 

Nota biográfica:

Uma Viagem Sonora de Paixão e Ligação. A viagem de MAYAN pelo mundo da música é tão diversa quanto inspiradora. Crescendo em Lisboa rodeada de músicos, experienciou desde cedo o laço profundo que a música pode criar. Esta ligação alimenta a sua duradoura paixão por partilhar música como forma de unir as pessoas.

Em antecipação do ciclo “Pioneiras do Cinema Português”, que a Cinemateca Portuguesa irá apresentar no próximo mês de maio, apresentase agora, no PORTO FEMME, um conjunto de filmes que virão a integrar essa programação. São obras de três cineastas que, em diferentes contextos, fizeram do cinema um ofício, uma forma de expressão ou um instrumento científico. Amélia Borges Rodrigues traz-nos um dos seus filmes de cariz turístico, Raquel Soeiro de Brito apresenta duas facetas do seu trabalho como geóloga e Bárbara Virgínia oferece-nos os vestígios de uma obra mutilada pelo tempo: uma curta-metragem que perdeu a banda de som e o trailer daquela que foi a primeira longa-metragem de ficção realizada por uma mulher em Portugal, “Três Dias Sem Deus”, de que só sobrevivem fragmentos.

Três realizadoras que precedem a geração que viria renovar o lugar da mulher no cinema português (a geração do Cinema Novo), três mulheres entre muitas outras que, de uma forma ou outra, conseguiram filmar em Portugal quando isso era ainda uma ousadia.

Ricardo Lisboa (crítico, programador e realizador português)

| Programação |

 

Cascaes (1937, 6’) – Amélia Borges Rodrigues

Três Dias sem Deus - Trailer (1949, 4’) – Bárbara Virgínia

Aldeia dos Rapazes - Orfanato Sta. Isabel de Albarraque (1946, 16’) – Bárbara Virgínia [atribuído]

Erupção Vulcânica dos Capelinhos, Ilha do Faial – Açores (Extras) (1958, 14’) – Raquel Soeiro de Brito

Macau (1960, 18’) – Raquel Soeiro de Brito

Nota biográfica:

Crítico e programador de cinema, trabalha na Cinemateca Portuguesa desde 2023, depois de ter passado pela Casa do Cinema Manoel de Oliveira - Fundação de Serralves e por festivais de cinema como o IndieLisboa e o Porto/Post/Doc. Co-fundou o sítio de cinefilia À Pala de Walsh em 2012, tendo coorganizado dois volumes antológicos, de textos críticos (2017) e de entrevistas (2024). Editou vários catálogos e cadernos da Cinemateca dedicados a cineastas portugueses e internacionais. Dá aulas na ESTC e na Universidade Lusófona.