JÚRI PORTO FEMME '26

Skadi Loist

Skadi Loist leciona Estudos de Cinema na Norwegian University of Science and Technology (NTNU), em Trondheim. Natural da Alemanha do Leste, trabalhou anteriormente como docente assistente em Production Cultures na Film University Babelsberg. Liderou diversos projetos internacionais de investigação e publicações dedicados a festivais de cinema, circulação de filmes, cinema queer e às questões de sustentabilidade, equidade, diversidade e inclusão nas indústrias audiovisuais. Co-fundou a Film Festival Research Network em 2008 e trabalhou durante mais de uma década com festivais de cinema queer em diferentes funções, desde estágio em arquivo até à pré-seleção, edição de publicação comemorativa e participação em equipas de direção. Obteve o doutoramento com uma tese dedicada à cultura do cinema queer. Participa regularmente em júris de festivais, como o Mezipatra, o Uppsala, o Berlinale Teddy Award e o Kosmorama.

Paola Molano

Paola é designer estratégica, trabalhando na interseção entre cultura, comunicação e impacto social. O seu interesse pelo cinema começou através de experiências iniciais em direção de arte e design de produção para publicidade. Desde 2021, integra a Elles Tournent, uma organização belga dedicada à promoção do cinema feito por mulheres e à organização do Brussels International Women’s Film Festival (BIWFF), que celebrará a sua 18.ª edição em outubro de 2026. Dentro da organização, contribui para o processo de seleção de filmes do BIWFF e apoia a coordenação de sessões comunitárias em Bruxelas, com o objetivo de levar o cinema de mulheres a públicos mais alargados. A sua principal função na Elles Tournent centra-se na comunicação estratégica, contribuindo para iniciativas que reforçam a visibilidade da associação e apoiam a sua missão de promover a igualdade de género e combater a discriminação de género na indústria cinematográfica.

Alexia Muiños Ruiz

Alexia é cineasta e especialista em igualdade de género e comunicação. Apesar da sua formação científica e de um mestrado em Química, seguiu carreira no cinema e no entretenimento, tendo recebido uma bolsa da Agência Galega para estudar cinema em Nova Iorque e Barcelona. Desde 2006, tem desempenhado diversas funções no setor audiovisual, trabalhando tanto na criação, como argumentista e realizadora, quanto nos bastidores, como docente, jurada, programadora e oradora em importantes festivais internacionais de cinema. Possui uma elevada experiência no campo europeu das políticas de género e um forte compromisso com esta causa. Em 2013, juntou-se à recém-criada European Women’s Audiovisual Network (EWA), contribuindo para a organização e para o estudo pan-europeu pioneiro sobre as razões da escassez de mulheres realizadoras na indústria cinematográfica europeia. Desde 2024, é Diretora Executiva da EWA Network. Tem também desempenhado um papel significativo no ativismo feminista no cinema em Espanha, tendo fundado a associação catalã Dones Visuals. Fundou a sua produtora Marineda Films e produziu o seu filme de estreia, Noche Transfigurada, que recebeu reconhecimento internacional. Paralelamente, trabalha como consultora independente, lecionando produção cinematográfica e escrevendo críticas e artigos sobre cinema.

Elene Naveriani

Elene Naveriani, pessoa cineasta da Geórgia com base na Suíça, cria filmes que exploram vidas invisibilizadas e dão voz a comunidades marginalizadas, contribuindo de forma significativa para o cinema queer. A longa-metragem de estreia, I Am Truly a Drop of Sun on Earth, estreou no Festival de Roterdão e recebeu vários prémios pelo seu arrojo narrativo. Obras como Red Ants Bite e Lantsky Papa’s Stolen Ox alcançaram igualmente reconhecimento, enquanto a segunda longa-metragem, Wet Sand, estreou em Locarno e ganhou o prémio de Melhor Ator, destacando-se pela sensível abordagem ao amor e à perda. Mais recentemente, Blackbird Blackbird Blackberry estreou na Quinzena dos Realizadores de 2023, conquistando vários prémios, incluindo o Prémio do Cinema Suíço. Elene encontra-se atualmente a desenvolver The Life of Lilia Peradze e teve recentemente distinção com o Golden Queer Apple, em reconhecimento pelo contributo para o cinema queer.

Laurence Buelens

Laurence Buelens é produtora e realizadora belga, baseada em Bruxelas. Em 2014, fundou a Rayuela Productions, após uma mudança radical no seu percurso profissional que a levou a estudar cinema documental na Universidad del Cine, em Buenos Aires. Anteriormente, formou-se em jornalismo e relações internacionais na Bélgica. Produz sobretudo documentários de autor e, desde 2019, também curtas-metragens de ficção marcadas por visões singulares. O seu trabalho situa-se entre a poesia visual e o compromisso político. É membro da Documentary Association of Europe (DAE) e participou no Rotterdam Lab 2023 e no Eurodoc 2024. Defende uma abordagem prática e comprometida ao cinema, entendendo a produção como um espaço de criação, escuta e emancipação. Entre as suas produções recentes destacam-se o documentário criativo Petites, de Pauline Beugnies, apresentado na Competição Internacional do Hot Docs 2022, vencedor de um prémio SCAM e nomeado para os Magritte Awards 2023; e a curta-metragem de ficção Se dit d’un cerf qui quitte son bois, de Salomé Crickx, estreada no Festival Regard, premiada em diversos festivais e nomeada para os Magritte Awards 2024.

Letícia Simões

Letícia Simões (Salvador, 1988) é realizadora, argumentista, artista visual e investigadora brasileira, a viver entre o Brasil e Portugal. A sua obra cruza cinema, literatura e performance, explorando memória, território, género e narrativas afro-diaspóricas. Realizou as longas-metragens Bruta Aventura em Versos, Tudo Vai Ficar da Cor que Você Quiser e O Chalé é uma Ilha Batida de Vento e Chuva, trilogia dedicada à poesia marginal brasileira, além dos filmes Casa, Nós e do recente A Vida Secreta de Meus Três Homens, apresentado em festivais como Hot Docs, RIDM e Cinélatino Toulouse.  Como argumentista, trabalhou em Légua, de Filipa Reis e João Miller Guerra (Quinzena dos Realizadores, Cannes) e Pai Nosso – Os Últimos Dias de Salazar, de José Filipe Costa (Rotterdam), além de ter escrito para realizadores como Marcelo Gomes, Hilton Lacerda, Jonathas de Andrade, Heloisa Passos, Roberta Marques, João Salaviza e Renée Nader, dentre outros. Doutora em Comunicação Social pela UFRGS/U.Porto, com um uma tese onde investiga tecnologias de vida, na linguagem, de situação histórico sociais traumáticas, realizadas por mulheres negras. Publicou três livros de poesia, sendo o último “Antes de cruzar o Atlântico”, pela editora Urutau.

Nati Juncal

Nati Juncal Portas é produtora e cofundadora da Cósmica Producións (Galiza). Produziu títulos como As Neves (Sonia Méndez, 2024), estreado na Secção Oficial do Festival de Málaga 2024 e premiado com o Mestre Mateo de Melhor Longa-Metragem, A poeta analfabeta (2020) e a série Antes de perder (Prémio Mestre Mateo 2020). Atualmente está a preparar a primeira longa-metragem de Lucía Estévez, As Defensas, e a finalizar Desgarrada, de Flávio Ferreira, que coproduz com a Fado Filmes. Está também a desenvolver, juntamente com Pedro Neves (Red Desert), o próximo documentário de Melanie Pereira. Trabalhou ainda como diretora de produção em destacados filmes de autor como Lúa Vermella de Lois Patiño, Longa Noite de Eloy Enciso, Matria de Álvaro Gago e Prefiro condenarme de Margarita Ledo. É delegada na Galiza da CIMA, Associação de Mulheres Cineastas e de Meios Audiovisuais, e membro da Associação Galega de Produtoras Independentes (AGAPI). Em 2024 recebeu o Prémio Mestre Mateo para Melhor Direção de Produção e foi distinguida pela Variety como uma das 10 produtoras emergentes espanholas a seguir.

Nuala O’Sullivan

Nuala O’Sullivan é fundadora do Women Over 50 Film Festival. O WOFFF, atualmente na sua 12.ª edição, é um festival de curtas-metragens que celebra mulheres com mais de 50 anos, tanto à frente como atrás das câmaras. Nuala foi argumentista de séries para o drama radiofónico Brief Lives, da BBC Radio 4. É também autora colaboradora da obra Falling off a Cliff? Women, Ageing and the Screen Industries. Em 2014, escreveu e produziu a curta-metragem Microscope, e foi na experiência de submeter este filme a festivais e de frequentá-los que percebeu a sub-representação de mulheres mais velhas, tanto em frente como atrás da câmara. Como resposta positiva e prática a esta falta de visibilidade, criou o WOFFF, com o objetivo de proporcionar uma plataforma dedicada às mulheres mais velhas no cinema e ao seu trabalho.

Adebusola Adeboyejo

Adebusola Adeboyejo é pessoa cineasta multidisciplinar, atuante em produção de media e escrita, com trabalho que atravessa o cinema, o documentário e os meios experimentais. O seu trabalho explora o trabalho, a autoria, o deslocamento e o poder, com foco em como as pessoas navegam sistemas que não foram concebidos para elas. Em diferentes países e contextos institucionais, desenvolve projetos que articulam narrativa pessoal e crítica estrutural. Paralelamente à prática cinematográfica, escreve e investiga culturas mediáticas contemporâneas, com especial atenção a perspetivas queer e diaspóricas.

António Morais

António Morais é Diretor de Fotografia, Fotógrafo e Professor. É um membro convidado e titular da Associação de Imagem Portuguesa (aip), Independent Certified Expert (ICE) da Sony, embaixador Sony Imaging Europe e embaixador Fujinon em Portugal. Com Mestrado em Produção e Realização Audiovisual no Politécnico do Porto (IPP-ESMAD) e Licenciatura em Som e Imagem na Universidade Católica Portuguesa-Escola das Artes (UCP-Porto). Também com formação profissional especializada em Fotografia no Instituto Português de Fotografia (IPF-Porto). Trabalha como Diretor de Fotografia e Professor desde 2009.

Rosebel Kagimure

Rosebell Kagumire é uma trabalhadora dos media, pensadora e ativista feminista pan-africana, cujo trabalho se enraíza em formas feministas de produção de sentido do mundo, imaginários contra-públicos e narrativas decoloniais. É curadora e editora da African Feminism, uma influente plataforma online que amplifica vozes feministas em todo o continente, e colunista da revista New Internationalist. É membro fundadora do African Feminist Collective on Feminist Informed Policies (AfIP Collective) e integra o conselho editorial da Minority Africa. Atualmente, é doutoranda em Média Digitais na Universidade do Porto. É autora do capítulo “Our Struggles Are One: Pan-African Feminists Keeping Palestine Solidarity Alive”, incluído na antologia Rising for Palestine: Africans in Solidarity for Decolonisation and Liberation (março de 2026). Possui um mestrado em Media, Paz e Estudos de Conflito pela University for Peace, na Costa Rica, mandatada pelas Nações Unidas, e uma licenciatura em Comunicação Social pela Makerere University, no Uganda.

Ana Grgić

Ana Grgić é investigadora e agente cultural, especializada na região dos Balcãs, património cultural e história das imagens em movimento. Estudou Cinema e Estudos Audiovisuais na Sorbonne Nouvelle, em Paris, antes de concluir o doutoramento em Estudos de Cinema na University of St Andrews, na Escócia. Trabalha como realizadora independente, escritora e investigadora em Salónica, Grécia, e leciona cinema documental, produção e património audiovisual na Universidade Babeș-Bolyai, em Cluj-Napoca, Roménia. Publicou amplamente sobre diferentes aspetos do cinema dos Balcãs e da Europa de Leste, património cinematográfico de mulheres, cultura visual e história do cinema. É autora de Early Cinema, Modernity and Visual Culture: The Imaginary of the Balkans (Amsterdam University Press, 2022), e coeditora de Stretching the Archive – Global Women’s Film Heritage (Archive Books, 2024) e Contemporary Balkan Cinema: Transnational Exchanges and Global Circuits (Edinburgh University Press, 2020). Exerceu também diversos cargos de liderança e consultoria, incluindo participação em júris de festivais de cinema (Thessaloniki International Film Festival, Astra Documentary Film Festival, Golden Rose Film Festival), e colaborou em projetos de património cinematográfico (como o projeto 5C financiado pelo Creative Media, Archives in Motion e Feminist Film Heritage).

Aoaní

Aoaní (1984), é atriz, dramaturga, argumentista, realizadora, produtora e jornalista. Natural de São Tomé e Príncipe, vive em Lisboa. Licenciada em Comunicação Social- Jornalismo, pela FANOR, Fortaleza – CE / Brasil , é Mestre em Teatro – Artes Performativas, pela Escola Superior de Teatro e Cinema – IPL, em Lisboa e Doutoranda em Estudos Fílmicos pela Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra. Viveu em Angola, onde trabalhou quase uma década na área da comunicação social e publicou pela editora Chá de Caxinde, em 2012 o livro Miopia Crónica. Desde 2017 tem trabalhado como atriz em teatro, cinema e audiovisual, com nomes como Zia Soares, Xie Xiaodong e Jeremy Meier. Os seus trabalhos já foram exibidos em Portugal, Alemanha, Brasil, Itália, Austrália, São Tomé e Príncipe, Estados Unidos, Guiné Bissau, Estados Unidos, Argentina, Roménia e China. Em 2023 co-dirigiu com Joyce Souza, a vídeo-performance “Kabeça”, curta premiada em alguns festivais. No mesmo  ano e ainda em parceria com Joyce Souza, foi uma das vencedoras da 4.ª edição das Bolsas de Criação O Espaço do Tempo, BPI e Fundação “la Caixa”, com o Kabeça – Ori, um projecto financiado pela República Portuguesa – Cultura I DGARTES – Direção-Geral das Artes. Em 2026 produziu e realizou o curta documentário “Abismo” e o episódio piloto de uma série  ainda em desenvolvimento. Foi selecionada pela EFM Market Badge Inclusion Initiative para atender ao Festival de Cinema de Berlim – Berlinale 2026, participação que contou com o apoio da Fundação Calouste Gulbenkian. Colabora para o Avenida Marginal, da RDP África e escreve para o Buala.

Margarida Carvalho

Margarida Carvalho iniciou o seu percurso de actriz com o Sindicato de Poesia em Braga. Trabalhou com o Teatro Aquilo na Guarda, de 2000 a 2001. Nesse mesmo ano inicia o curso de Teatro na Escola Superior de Música e Artes do Espectáculo no Porto (ESMAE), que termina em 2005. Desde então trabalha como atriz de Teatro, Cinema e Televisão. Recebeu o prémio Autores RTP/SPA de Melhor Actriz de Cinema com o filme Veneno Cura, em 2010, e foi nomeada para os Globos de Ouro na categoria de Melhor Actriz de Cinema, com o mesmo filme. Em 2023 terminou o Mestrado em Artes Cénicas – Direcção Artística na ESMAE. Actualmente está em digressão com o espectáculo Guião para um país possível, com encenação de Sara Barros Leitão.

Né Barros

Né Barros, coreógrafa, investigadora no Instituto de Filosofia (U.P.).Co-fundadora do Balleteatro e do Family Film Project – Festival Internacional de Cinema de Arquivo, Memória, Etnografia.Tem desenvolvido o seu trabalho artístico em conexão com seus estudos académicos e pesquisas. Iniciou sua formação em dança clássica e, posteriormente, trabalhou em dança contemporânea e composição coreográfica nos Estados Unidos (Smith College). Doutorada em Dança (Universidade de Lisboa) e Master in Dance Studies (Laban Centre, Londres). Concluiu um Pós-Doutoramento no Instituto de Filosofia, no âmbito da estética e das artes performativas. Estudou Teatro (ESAP). Como coreógrafa, tem colaborado com diversos artistas plásticos, fotógrafos, músicos, encenadores, artistas multimédia. Trabalhou com a Companhia Nacional de Bailado (premiada como Melhor Coreografia), com Ballet Gulbenkian e Aura Dance Company (Lituânia). Publicou vários artigos e é autora dos livros  Coreografias. Ensaios sobre dança e filosofia (no prelo), Performances e Pós-Fenomenologia, Da Materialidade na Dança, Dança: corpo e casa, e editor de Performances no Contemporâneo, Deslocações da Intimidade, Artes Performativas: Novos Discursos, Das Imagens Familiares, Story Case print (2009) e Metamorfoses do Sentir. É co-diretora das coleções Estética, Política e Arte e Máquinas de Guerra, publicadas pela FLUP. É professora na ESAP e professora convidada em diversas instituições.

Ana Catarina Pereira

Ana Catarina Pereira é Professora na Universidade da Beira Interior. Doutorada em Ciências da Comunicação pela mesma universidade, é investigadora do LabCom e diretora do Mestrado em Cinema da UBI. Foi investigadora responsável pelo projecto “Speculum: Filmar-se e Ver-se ao Espelho: O uso da escrita de si por documentaristas de língua portuguesa” (FCT), pelo qual recebeu o Prémio Jovem Investigadora em Artes UBI-CGD. É licenciada em Ciências da Comunicação pela Universidade Nova de Lisboa e mestre em Direitos Humanos pela Universidade de Salamanca. Como jornalista, colaborou com a Notícias Sábado e Notícias Magazine (Diário de Notícias), jornal i, revistas Focus, Up, Saber Viver e Happy Woman. Foi também co-fundadora e directora da Magnética Magazine; directora do curso de Ciências da Cultura, da UBI, coordenadora do GT de Estudos Fílmicos da Sopcom e representante da FAL na Comissão para a Igualdade. É autora do livro “A Mulher-Cineasta: Da arte pela arte a uma estética da diferenciação”, tendo co-editado diversas obras de estudos fílmicos.

Carla Cerqueira

Carla Cerqueira é doutorada em Ciências da Comunicação – especialização em Psicologia da Comunicação pela Universidade do Minho, (2012) e fez pós-doutoramento na mesma área de investigação. Atualmente é professora associada na Universidade Lusófona, diretora do Doutoramento em Comunicação e Ativismos, investigadora integrada no CICANT – Centro de Investigação em Comunicação Aplicada, Cultura e Novas Tecnologias e colaboradora do CECS – Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade. Os seus interesses de investigação incluem género, feminismos, interseccionalidade, movimentos sociais, ativismos, cidadania digital e media. Integra vários projetos de investigação nacionais e internacionais. É a coordenadora da Comissão de Investigação e Políticas da GAMAG – Global Alliance on Media and Gender. Faz parte da direção da APEM – Associação Portuguesa de Estudos sobre as Mulheres, do Conselho de Opinião da RTP e integra a Comissão de Ética da ECREA – European Communication Research and Education Association. Co-coordena o DivintLab – Laboratório de Diversidade e Comunicação do CICANT e está na coordenação do Grupo de Trabalho de Comunicação Intercultural da SOPCOM – Associação Portuguesa de Ciências da Comunicação. Tem participado em múltiplas organizações não governamentais na área dos direitos humanos, nomeadamente dos direitos das mulheres.

Mónica Rocha

Mónica Rocha nasceu no Porto, em 1971. Produtora executiva na área cultural, com a convicção de que a arte é um espaço de encontro, diálogo e transformação. Ao longo do seu percurso, integrou equipas de intercâmbio artístico e cultural com o Brasil, Moçambique e Cabo Verde, experiências que reforçaram a sua crença na riqueza da diversidade cultural. Participou na organização de exposições e leilões de arte, contribuindo para a dinamização do sector cultural. Embora valorize a formação escolar, considera que a sua principal aprendizagem advém da experiência de vida e do contacto humano. Defende, como princípio orientador, o respeito e a empatia pelo Outro, assumindo uma postura activa na luta contra as injustiças sociais. Encontra também na criação manual um espaço de equilíbrio, descoberta e expressão.