DOCUMENTÁRIOS NACIONAL

A RAINHA | HARVEST QUEEN

Portugal | 17'22"| 2020

Realizadora|Director: Lúcia Pires

Elenco|Cast: Rita Carolina Silva, Teresa Coutinho, Guilherme Gomes, Elisa Worm

Produção|Production: Ana Ramalho

Sinopse:

A Rainha conta a história de uma mulher misteriosa que surgiu no Oeste de Portugal, no início do século XX, mas de quem nunca ninguém viu o rosto. Ao mesmo tempo, outra mulher tenta tornar-se uma produtora de vinho. O filme propõe uma reflexão sobre o feminino e sua conexão com a terra, mas também um desafio para o espectador questionar suas próprias crenças.

Biografia:

Lúcia Pires nasceu em Trás-os-Montes, em 1988. Licenciou-se em Cinema – Realização (2014), na Escola Superior de Teatro e Cinema de Lisboa, onde participou em vários projetos como realizadora e montadora. Em 2012, realizou a sua primeira curta-metragem, Peixes, e em 2014, o documentário Bilhó em Noite Feliz, exibido no Panorama 2015 - Mostra de Documentário Português. Profissionalmente, o seu percurso passa por Cinema e Teatro, como montadora, realizadora, argumentista, produtora e atriz. De 2014 a 2015, trabalhou como montadora na RosaFilmes. Em 2016, produziu a série documental Paraíso (Maria & Mayer), com exibição na RTP 2. Em 2017, montou a curta O Turno da Noite, de Hugo Pedro (Leopardo Filmes); produziu o trabalho de teatro Gertrude - O Grito, texto de Howard Barker, encenação de Maria Duarte; escreveu e realizou o filme Fauna, com o apoio da Fundação Calouste Gulbenkian e Fundação GDA, com exibição e menção honrosa na festival IndieLisboa ‘18. Em 2018, trabalhou como produtora e atriz no trabalho de teatro Democracia (É Divertida!), textos de Agustina Bessa-Luís e Thomas Bernhard, encenação de Maria Duarte; integrou como atriz no grupo de teatro de Letras, com orientação de Ávila Costa; trabalhou como produtora no trabalho de teatro, O Eterno Debate, de Teresa Coutinho, exibido na RTP 2. Em 2019, participou na montagem de uma curta-metragem de Rui Esperança, Os Inúteis, integrante na Competição Nacional do IndieLisboa 2019; escreveu a peça de teatro Caídas do Teto, a partir d’O Ano da Morte de Ricardo Reis, de José Saramago; escreveu a peça de teatro A Mancha, integrada na 4a edição do Laboratório de Escrita para Teatro do D. Maria II; participou como atriz na curta-metragem de Ana Isabel Mariz, Matilde; escreveu, realizou e montou a curta-metragem A Rainha, entre documentário e ficção, parte da competição nacional do festival IndieLisboa ’20 e seleção oficial para o festival Caminhos do Cinema Português ’20. Em 2020, montou a nova curta-metragem de Hugo Pedro, O Pânico, produzida pela Ukbar Films; foi atriz na adaptação para teatro do trabalho O Eterno Debate, de Teresa Coutinho. Em 2021, encontra-se a estudar Teatro - ramo Actores, na ESTC; é atriz e câmera no projeto de teatro Solo, de Teresa Coutinho; e prepara a sua nova curta-metragem de ficção, Saturnina. 

ANA E MAURIZIO | ANA AND MAURIZIO

Portugal |Portugal |64’00” | 2020 

Realizadora|Director: Catarina Mourão 

Elenco|Cast:Ana Marchand, Gaetano Damiano, Maria da Graça Carmona e Costa, Manuel Costa Cabral

Produção|Production: Laranja Azul / Catarina Mourão

Sinopse:

A pintora Ana Marchand sempre se sentiu um tanto deslocada na sua família. Donde lhe viria o amor pela arte e pela viagem? Em jovem viu um livro de viagens escrito pelo seu tio, Maurizio Piscicelli, e finalmente compreendeu. Catarina Mourão (Pelas Sombras, A Toca do Lobo, O Mar Enrola na Areia) acompanha Ana na sua travessia familiar e espiritual. Quem foi Maurizio? Quem é Ana? O rosto de um, o do outro. A reencarnação são as várias vidas que vivemos.

Biografia: 

Estudei Música, Direito e Cinema (MA Brisol University). Em 1998 fui uma das fundadoras da Apordoc, Associação pelo Documentário e começei a dar aulas de Cinema e Documentário em 2000. No mesmo ano, com a realizadora Catarina Alves Costa fundámos em Lisboa a Laranja Azul, uma produtora independente de Documentário e Artes Visuais. Filmografia: Ana e Maurizio (2020), O Mar Enrola na Areia (2019), A Toca do Lobo (2015), Pelas Sombras (2010), Mãe e Filha (2009), À Flor da Pele (2006), A Minha Aldeia Já Não Mora Aqui (2006), Malmequer (2004), O Diário de uma Encomenda (2004), Desassossego (2002), Próxima Paragem (2001), A Dama de Chandor (1998), Fora de Água (1997), Porto (1996), Mecca Before I Die (1994).

BARBAS DE BALEIA | WHALE BEARDS

Alemanha|Germany|10’56” | 2021

Realizadora|Director: Mariana Bártolo

Elenco|Cast: Maria da Conceição Ferreira, Horácio Pinto

Produção|Production: Mariana Bártolo

Sinopse: 

Um repositório dos mitos e das memórias de uma aldeia na costa do Atlântico. As histórias vão surgindo como se a tradição oral fosse a única narrativa que se mantém, trazendo ao presente tradições antigas e quase perdidas.

Biografia:

Mariana Bártolo (1987, Portugal) é cineasta, performer e artista multimédia. Concluiu os seus estudos na KHM - Academy of Media Arts Cologne em 2020 e estudou dança em Lisboa até 2009. Realizou as curtas-metragens Mansa (2021), Barbas de Baleia (2021), Interior (2017) e A Fábrica (2012) e também desenvolve trabalho nas áreas da fotografia, instalação, desenho e performance.

BUSTARENGA

Portugal | 34’43’’ | 2019

Realizadora|Director: Ana Maria Gomes

Produção|Production: Miguel Dias, Emmanuel Chaumet

Sinopse:

Como acontece em todos os verões desde que nasceu, Ana vai a Bustarenga, uma pequena aldeia situada na montanha, no interior de Portugal. Aos 36 anos, esta parisiense de origem portuguesa ainda é solteira. Os habitantes da aldeia, preocupados com o seu futuro, fazem-na compreender que o tempo urge. Ana vai ouvir os conselhos e os avisos dos moradores para encontrar o príncipe encantado segundo os preceitos da aldeia.

Biografia: 

Ana Maria Gomes é uma cineasta franco-portuguesa, nascida em 1982 em França, que vive e trabalha em Paris. Licenciada pela Ecole Nationale Supérieure des Arts Décoratifs e Le Fresnoy – Studio National des Arts Contemporains, Ana Maria Gomes analisa o papel da ficção na construção das identidades pessoais e a representação perante a câmara. A sua pesquisa centra-se naqueles que lhe são próximos, e na família em particular. Em 2004, dirigiu a sua primeira curta-metragem, Simomen, um retrato do seu irmão de 14 anos. Dois anos depois ingressou na Le Fresnoy e aí realizou vários projetos, incluindo Teresa, um documentário que tece o retrato dissonante de uma amiga de infância. No ano seguinte, a Fundação Gulbenkian irá apoiar a realização da videoinstalação Antichambre, feita com adolescentes filmados nos seus quartos. Mais tarde, realiza António, Lindo António, um filme sobre um tio que saiu de Portugal há 50 anos e não mais regressou. Este projecto, apoiado pelo GREC (Groupe de Recherches et d’Essais Cinématographiques) em 2013, foi duplamente premiado no Entrevues Festival Internacional de Belfort (2015), e no Curtas Vila do Conde (2016), vencendo em ambos o Grande Prémio do Júri e o Prémio do Público, tendo sido ainda nomeado para os prémios Sophia, da Academia Portuguesa de Cinema, na categoria de melhor documentário Português, em 2017. No mesmo ano, Ana Maria Gomes é artista residente na Académie de France à Madrid – Casa de Velázquez. Os seus filmes foram apresentados em exposições e em vários festivais internacionais (Centro Pompidou, Belfort, Curtas Vila do Conde, NYC Independent Film Festival, FID Marseille, Gaite Lyrique, Jeu de Paume, Museu da Caça e da Natureza, e outros). O seu trabalho tem sido apoiado por instituições de arte, como a G.R.E.C, a Fundação Calouste Gulbenkian, SCAM, DRAC ou o Centro Nacional de Artes Visuais. Os seus projetos estão presentes em colecções públicas, como as do Fundo Nacional de Arte Contemporânea (FNAC), da Biblioteca Nacional de França ou da Academia Francesa em Madrid. O último filme de Ana Maria Gomes, Bustarenga, tem produção de Ecce Films (França) e Curtas Metragens CRL (Portugal), e é um documentário que pinta um retrato sentimental de uma pequena aldeia do interior em Portugal destinada a desaparecer, onde os habitantes da aldeia, sobretudo as mulheres, são interrogados pela realizadora na sua busca pelo Príncipe Encantado.

COMO GADO |LIKE CATTLE

Portugal |05'22" |2020


Realizadora|Director: Matilde Calado

Elenco|Cast: Mia Tomé 

Produção|Production: Matilde Calado

Synopsis:

Uma reflexão sobre o comportamento de Alfred Hitchcock, com as suas atrizes nos seus sets de filmagens. A partir de imagens de arquivo, cruzadas com imagens de uma mulher do século XXI, usando também a exploração sensorial sonora, é criado um olhar experimental, sobre um período na indústria cinematográfica, onde muitas foram as atrizes, vítimas do sistema machista da época.

Biografia

Licenciada em Vídeo e Cinema Documental pela Escola Superior de Tecnologias de Abrantes, Matilde Calado é natural de Setúbal. O seu percurso como realizadora inicia-se em 2017 com Registo de Nascimento, a sua primeira curta-metragem documental. Em 2018, estreia-se na ficção, realizando Quando For Tarde, curta com um percurso de exibições vasto: Top Indie Film Awards, no Japão, onde ganhou um prémio para Melhor Edição; Festival Porto Femme, onde arrecadou o prémio de Melhor Curta de Ficçao em 2020. A sua última curta documental, Como Gado, tem ganho múltiplos prémios nacionais e internacionais. De salientar as exibições em Nova York, no Lincoln Center e no Tribeca Film Center, no âmbito do NYPSFF.

 

CONTRAFOGO | BACKFIRE

Portugal | 10’00’’ |2020

Realizadora|Director: Carolina Vieira

Elenco|Cast: Carolina Vieira, Fernando Vieira, Elvira Vieira, Afonso Vieira, João Vieira, Maria Vieira

Produção|Production: Carolina Vieira / ESAD.CR

Sinopse: 

Uma auto representação, através de um jogo de sombras entre o sujeito e a família.

Biografia: 

Carolina Vieira (15/07/1998) cresceu em Silves, Faro (Portugal). Formou-se no curso de Som e Imagem da ESAD.CR (2017-20).

ENTRE LEIRAS | THE LIFE WE KNOW

Portugal |82'31" | 2020

Realizadora|Director: Cláudia Ribeiro

Elenco|Cast: Ana Madureira da Rocha, Maria Glória Madureira da Rocha 

Produção|Production: Cláudia Ribeiro, Filipa Reis, João Miller Guerra

Sinopse: 

Numa aldeia do interior remoto de Portugal, entre os rios Douro e Tâmega, vivem cerca de trinta pessoas. No alto de um morro, encontramos as irmãs Ana e Glória morando em um lugar isolado que o padeiro, o peixeiro, o dono da mercearia e seus filhos visitam uma vez por semana. Todo o resto vem da terra, que as duas irmãs trabalham de sol a sol, entre as faixas de terra cultivada. Acompanhamos o ciclo agrícola ao longo de um ano à medida que a relação entre realizadora e protagonistas vai amadurecendo. Desvenda-se o dia-a-dia e os pensamentos mais profundos destas mulheres sobre a vida no campo, a única que conhecem.

Biografia: 

Cláudia Ribeiro nasceu em 1990, em Guimarães, no Norte de Portugal, e atualmente vive no Porto. Ela é bacharela em Cinema e mestra em Antropologia - Culturas Visuais. Seu trabalho está focado principalmente nos conceitos de cultura e identidade, movidos por um questionamento constante sobre o comportamento humano, a memória, a representação e o conceito de realidade. Entre Leiras é a sua estreia no documentário, o resultado de 7 meses de árduo trabalho de campo numa pequena aldeia do interior do norte de Portugal.

MÃOS DE PRATA | HANDS OF SILVER

Portugal | 12’| 2020

Realizadora|Director: Catarina Gonçalves

Elenco|Cast: Aura Pereira do Rego, Fernando Furtado Couto, Fernando Jorge Couto, Leonor Couto, Rita Gonçalves

Produção|Production:  Escola das Artes da Universidade Católica do Porto

 

Sinopse: 

Em Março de 2019 o meu avô tinha 20 anos.

No mês seguinte tinha 12.

Na semana passada tinha 30.

Hoje tem 86, e amanhã talvez terá novamente 20. Só o conheço desde os 66, mas nos últimos tempos tenho andado a conhecê-lo de uma forma diferente.

Biografia: 

Catarina Gonçalves nasceu em 1999, na ilha de São Miguel (Açores), e é, sobretudo, apaixonada por contar histórias. É licenciada em Som e Imagem pela Escola das Artes da Universidade Católica Portuguesa e realizou um semestre de Erasmus na LUCA School of Arts em Gante (Bélgica). O seu trabalho dentro do campo da instalação e videoarte foi exibido no Museu Carlos Machado (Açores), na exposição final da Luca School of Arts (LUCA) em Gante (Bélgica), no Festival Mayday (Gante) e no European Media Art Festival (EMAF) em Osnabruck (Alemanha). Colaborou na produção do filme The Happiest Man de Sofia Caetano em 2019. O seu projeto final de licenciatura e primeiro filme, Mãos de Prata, ganhou o primeiro prémio no Concordia Film Festival

(Canadá), o terceiro prémio nos Prémios Sophia Estudante e foi selecionado para o Festival de Curtas de Vila do Conde, Festival de Cine y Audiovisuales Equinoxio (Colômbia), Porto Post Doc, Caminhos do Cinema Português, e Summer Night Series (Nova Iorque). Durante 2021 e 2021, vai participar como artista residente no Festival de Artes – Walk and Talk (Açores).

OFÍCIO DA ILUSÃO | THE ART OF DELUSION

Portugal | 06’11’’ | 2020

Realizadora|Director: Cláudia Varejão

Produção|Production: Cláudia Varejão

Sinopse:

O ofício da ilusão esculpe-se com imagens de um arquivo de família das décadas de 70 e 80 e de pequenos excertos sonoros de filmes. Madame Bovary é a heroína de Flaubert e abre as hostes deste exercício narrativo. A partir do diálogo de Ema Paiva com o seu amigo e confidente Pedro Lumiares no filme Vale Abraão de Manoel de Oliveira, entendemos a identidade de género como uma caracterização estanque de valores sociais. Ema, que aqui representa a Mulher num sentido mais lato, herda uma vida tradicional numa sociedade patriarcal. Neste semblante de opressão, Ema interroga a sua condição e a sociedade em que se insere. Graças ao bovarismo integrante em cada mulher, a força da desobediência queimará o caminho que outrora fora idealizado para si.

Biografia:

Cláudia Varejão nasceu no Porto e estudou realização no Programa de Criatividade e Criação Artística da Fundação Calouste Gulbenkian em parceria com a German Film und Fernsehakademie Berlin e na Academia Internacional de Cinema de São Paulo. Estudou ainda fotografia no AR.CO Centro de Arte e Comunicação Visual em Lisboa. É autora da trilogia de curtas-metragens Fim-de-semana, Um dia Frio e Luz da Manhã. Ama-San, retrato de mergulhadoras japonesas, foi a sua estreia nas longas metragens, recebendo dezenas de prémios em todo o mundo, seguindo-se No Escuro Do Cinema Descalço Os Sapatos, filme que acompanha a intimidade de um grupo de bailarinos de uma companhia de dança. Amor Fati é o seu mais recente filme com estreia prevista para 2020 e Lobo e Cão, em fase de preparação, devolverá novamente o seu olhar à ficção. Os seus filmes têm sido selecionados e premiados pelos mais prestigiados festivais de cinema, passando por Locarno, Roterdão, Visions du Reel, Cinema du Reel, Karlovy Vary, Art of the real - Lincoln Center, entre muitos outros. A par do seu trabalho como realizadora desenvolve um percurso como fotógrafa e é professora convidada no AR.CO e na Universidade Católica do Porto. O seu trabalho, tanto no cinema como na fotografia, documentário ou ficção, vive da estreita proximidade com os seus retratados.