
“47 Inches” de/by Pascale Mompez | França/France | 21’01’’ | 2024 | Estreia Local / Local Premiere
Sinopse:
Uma noite, Zélie, uma menina de 7 anos, vê o pai chegar a casa com a sua jovem tia Clara. Clara está triste, não sai do quarto e usa ligaduras nos pulsos. Confrontada com o mistério desta porta fechada, Zélie compreende que, para tirar a tia da sua melancolia, só tem de a ajudar a dissipar as nuvens na sua cabeça.
Biografia:
Pascale Mompez é uma atriz, escritora e realizadora. Iniciou a sua carreira profissional em psicologia. A sua paixão pelo cinema levou-a à representação, depois à escrita e, por fim, à realização de projectos autoproduzidos. Em 2021, o seu filme “Caché ou pas” ganhou o prémio de fotografia no festival Nikon e foi selecionado para a secção de curtas-metragens em Cannes.

“A Gentle Gesture” de/by Ann-Julie Vervaeke | Bélgica/Belgium | 18’01’’ | 2023 | Estreia Nacional / National Premiere
Sinopse:
O filme conta a história de três mulheres que se retiram para um apartamento à beira-mar. Juntas, durante um dia e uma noite, elas suportam o sofrimento que uma delas é obrigada a passar.
Biografia:
A realizadora e argumentista Ann-Julie Vervaeke ('87) obteve um mestrado em Artes Audiovisuais (opção cinema) na KASK, depois de ter estudado História da Arte na Universidade de Ghent.
Em 2014, imediatamente após os seus estudos, Vervaeke ganhou o prémio de estreia no Festival Internacional de Festival Internacional de Curtas-Metragens de Lovaina, pela sua curta-metragem “Le Pli dans l'Espace”. Trabalhou como treinadora de crianças em vários filmes e séries, como “The Broken Circle Breakdown” de Felix van Groeningen The Broken Circle Breakdown (Menuet, Bélgica, 2012) e Het Vonnis (Eyeworks, Bélgica, 2013), de Jan Verheyen. Recebeu apoio ao guião em dezembro de 2015 e apoio ao desenvolvimento artístico do Fundo Audiovisual da Flandres em 2017 para o seu primeiro projeto de longa-metragem Waterwolf.

“Barlebas” de/by Malu Janssen | Bélgica/Belgium | 22’59’’ | 2023 | Estreia Nacional / National Premiere
Sinopse:
Barlebas retrata os últimos dias da vida da mulher obstinada Heylken (28). É acusada de bruxaria, numa altura em que estava prestes a deixar a aldeia para sempre. Mas embora Heylken nunca chegue a partir, inspira a jovem Griet (12) com o seu espírito livre e a sua voz poderosa.
Um drama musical experimental de época, ambientado por volta de 1595, centrado na perseguição às bruxas no sul da Holanda.
Uma ode às vozes das mulheres.
Biografia:
Malu Janssen (1989, Eindhoven) é uma argumentista e realizadora que vive em Amesterdão. Depois de estudar Teatro e Estudos Cinematográficos na Universidade de Utrecht, inscreveu-se na Academia de Cinema dos Países Baixos, onde se formou em 2016 em realização de ficção. As suas curtas-metragens EIGEN (filme de graduação), STUFF e A CAPPELLA IN D MINOR fizeram parte e ganharam prémios em festivais de cinema em todo o mundo.
Está a desenvolver a sua longa-metragem de estreia WE ARE LIGHT, sobre uma pequena comunidade que se esforça por deixar de comer para viver de luz.

“Berta” de/by Lucía Forner Segarra | Espanha/Spain | 16’58’’ | 2024 | Estreia Nacional / National Premiere
Sinopse:
Berta quer que Alex compreenda o mal que lhe causou há anos e fará tudo o que for preciso para lho explicar.
Biografia:
Licenciada em Comunicação Audiovisual, fez um mestrado em Cinematografia na ESCAC e um curso de Cinema na UVA. Escreveu, realizou e produziu quatro curtas-metragens. A sua última curta-metragem, “Berta”, vai estrear em breve, e as suas curtas anteriores, “Marta” e “Dana”, receberam mais de 300 selecções e 70 prémios em festivais de todo o mundo. Ambas as curtas-metragens estiveram na lista restrita dos Prémios Goya e “Dana” chegou à lista longa dos Óscares graças à vitória no festival de qualificação, o St. Louis Film Festival.

“Blanche” de/by Joanne Rakotoarisoa | França/France | 25’34’’ | 2024 | Estreia Nacional / National Premiere
Sinopse:
A Blanche está morta. Era uma senhora idosa.
Enquanto todos se reúnem na aldeia para o seu funeral, Zaza, uma adolescente bi-racial, chega com a sua mãe. No meio dos conflitos familiares, conhece uma menina solitária - a sua prima.
Biografia:
Após terminar os seus estudos na escola de cinema em Paris, Joanne Rakotoarisoa trabalhou para várias empresas de produção e festivais de cinema. Passou dois anos a trabalhar na produção do vencedor do Grande Prémio do Festival de Cinema de Cannes ATLANTICS (2019) de Mati Diop. Depois de viajar extensivamente pela Ucrânia para conhecer jovens e compreender os desafios que enfrentam num país dilacerado pela guerra, escreveu e dirigiu o seu primeiro curta-metragem, WE ARE NOT DEAD YET (2020), apresentado no Festival de Cinema de Clermont-Ferrand.

“Fishtank” de/by Wendi Tang | USA/China | 17’04’’ | 2024 | Estreia Nacional / National Premiere
Sinopse:
O filme decorre na Los Angeles dos dias de hoje e acompanha Jules, uma mulher sino-americana. Recém-sóbria, Jules descobre que os vómitos nunca desaparecem como esperado. Agora, sempre que reage a estímulos negativos, vomita peixe. Normalmente, mantém isso em segredo, mas, de vez em quando, conta como uma piada que ninguém acredita.
Organizada, carinhosa e a tentar encontrar o seu lugar na sociedade, Jules salta de emprego em emprego e vai a encontros casuais. As coisas nunca correm exatamente como planeado. No entanto, depois de uma série de encontros desastrosos, Jules finalmente conhece alguém apaixonado por peixes. A relação entre os dois evolui rapidamente, obrigando Jules a enfrentar algo que evitou durante toda a vida.
Biografia:
Wendi Tang é uma argumentista, realizadora e produtora chinesa, baseada em Los Angeles. Formou-se no programa de dupla licenciatura da NYU Tisch/Stern. O seu trabalho centra-se em histórias impulsionadas por personagens, explorando diferentes perspetivas das narrativas femininas.
As suas curtas-metragens foram selecionadas por inúmeros festivais de cinema em todo o mundo, incluindo o Flicker's Rhode Island IFF, o Festival Norueguês de Curtas-Metragens, o Red Sea IFF, entre outros. Atualmente, está a desenvolver dois filmes de longa-metragem.

“Looking she said I forget” de/by Naomi Pacifique | Países Baixos, Suiça/Netherlands, Switzerland | 24’58’’ | 2024 | Estreia Nacional / National Premiere
Sinopse:
Tendo acabado de se mudar para Amesterdão, Lou prepara o seu novo apartamento, que irá partilhar com o seu parceiro, Joel. Por agora, porém, Joel está numa viagem com outra pessoa íntima. Confrontada com as complexidades da sua relação não monogâmica, Lou volta a sua atenção para os ritmos da sua nova cidade.
Biografia:
Naomi Pacifique é uma artista suíço-holandesa. Nasceu na Costa Rica e cresceu em Lausanne, na Suíça. Formou-se na Universidade de Oxford com um MSt em Escrita Criativa e na London Film School com um Mestrado em Cinema.
No seu trabalho artístico, Naomi interessa-se pela intimidade e pela ecologia profunda, investigando os espaços onde é possível descobrir e reinventar tanto a si mesma como o ambiente que a rodeia. Atualmente, está a desenvolver os seus primeiros dois filmes de longa-metragem, after the night, the night e rocks like skin like thoughts, com o apoio do Festival de Locarno, LIM, Ikusmira Berriak e Start Me Up.

“Nothing about you scares me” de/by Justyna Nowak | Polónia/Poland | 30’00’’ | 2023 | Estreia Nacional / National Premiere
Sinopse:
Um trio de amigos – artistas insatisfeitos – vê na chegada de um realizador visionário a oportunidade de sair do limbo profissional em que se encontram. A ansiedade de Matilda em candidatar-se a um emprego desperta memórias da traição da sua pessoa amada com a sua melhor amiga, uma narcisista.
Durante a produção da peça baseada em As Aves, de Aristófanes, os três amigos artistas terão de assumir a responsabilidade pelos papéis que desempenham no seu microcosmo social. Entretanto, desenrola-se um melodrama pós-hipster invulgar.
Biografia:
Justyna Nowak formou-se em realização na Escola Nacional de Cinema de Łódź. É conhecida pela curta-metragem Dragonflies, que competiu na 64.ª edição do Festival de Cinema de Veneza. Dragonflies integrou a competição do Festival de Clermont-Ferrand e venceu o prémio de Melhor Curta-Metragem Europeia no Raindance Film Festival, em Londres.
Os seus filmes são, maioritariamente, comédias dramáticas inspiradas na Nouvelle Vague francesa, abordando temas sociais ligados às questões femininas. A sua última produção foi Beauty, um filme experimental com elementos teatrais.
É também argumentista de filmes de animação aclamados e alumna do Berlinale Talents.

“Peekaboo” de/by Lillian Beets | Nova Zelândia/New Zealand | 14’35’’ | 2023 | Estreia Europeia / European premiere
Sinopse:
Quando a desarranjada e desesperada Brooke (35) procura refúgio num berçário degradado, descobre que não está sozinha. Ao tentar escapar, vê-se envolvida num jogo arrepiante de escondidas. Conseguirá fugir? Ou haverá algo mais que ainda precisa de encontrar?
Peekaboo conduz-nos por uma exploração inquietante e dramática da mente de uma mulher, abordando temas como traumas ocultos e não revelados, assim como a depressão pós-parto.
Biografia:
Lillian vive em Nelson, Nova Zelândia. Estudou na NZ Film and Television School em 2010. É fã de filmes sombrios e perturbadores. Adora o poder da narrativa, corrigir injustiças e lançar luz sobre o que é desconfortável. Suspeita que nenhuma boa ação fica impune.

“Puffs” de/by Chaya Moshayev | Uzbequistão/Uzbekistan | 12’34’’ | 2024 | Estreia Nacional / National Premiere
Sinopse:
Ella e Edik, irmãos de uma tradicional família Bukhari (judeus do Uzbequistão), chegam mais cedo do que o previsto à casa dos pais, numa pequena cidade, para as férias. Lá, encontram o pai homofóbico – morto e vestido com roupas femininas. Com a mãe a caminho de casa, têm de decidir o que fazer.
Biografia:
Chaya Moshayev é realizadora e argumentista, formada pela Sam Spiegel Film School. Chaya nasceu no Uzbequistão e cresceu numa comunidade imigrante numa pequena cidade rural. Para além do seu trabalho no cinema, estudou trabalho social e exerceu funções como assistente social num centro comunitário LGBTQ. Atualmente, é chefe de serviço social numa organização para a comunidade trans.

“Sea Salt” de/by Leila Basma | República Checa, Líbano/Czech Republic/Lebanon | 19’00’’ | 2023
Sinopse:
Neste quente dia de verão, Nayla, de 17 anos, enfrenta o mesmo dilema que todos os jovens libaneses enfrentam hoje em dia – partir ou ficar. Dois homens na sua vida têm ideias fixas sobre isso, mas ambos podem acordar com uma surpresa.
Biografia:
Leila Basma é uma cineasta e fotógrafa libanesa, atualmente baseada entre Beirute e Praga. Possui uma licenciatura em Artes Audiovisuais pela IESAV em Beirute e um mestrado em Realização Cinematográfica pela FAMU. Através do seu trabalho, explora temas como sociedade, juventude, feminilidade e identidade.
O seu documentário de segundo ano na FAMU, The Adam Basma Project, foi nomeado para os prémios anuais da Academia de Estudantes (os Oscars Estudantis) após ter passado por diversos festivais internacionais de documentários.

“Sylvie on the loose” de/by Sara Bourdeau | Canada | 24’04’’ | 2024 | Estreia Nacional / National Premiere
Sinopse:
Sylvie saiu da prisão e está de volta à cidade. Ela visita secretamente a sua mãe, tentando convencê-la a deixar o marido violento. Diante da recusa da mãe, Sylvie mantém-se determinada a aproveitar cada segundo da sua nova liberdade. Ela anda pela estrada de terra com a sua antiga bicicleta chopper, embriaga-se e pensa em raptar um cão negligenciado. Mas há uma coisa na mente de Sylvie: reencontrar o seu antigo amante, Coyote. O tempo passa, as coisas mudam e Sylvie tem de escolher a única liberdade que lhe está disponível.
Biografia:
Sara Bourdeau é uma cineasta que vive em Rivière-Ouelle, no Bas-Saint-Laurent. Fundou a sua produtora, Boucane Films, em 2020. Sara realizou, entre outros, os curtas-metragens Du bon usage de l’amitié, L’heure bleue, L’odeur après la pluie e Roseline comme dans les films, todos exibidos no Quebec e no estrangeiro. O seu mais recente curta-metragem, Sylvie Liberté, será lançado na primavera de 2024. Para além de fazer filmes, Sara gosta de jardinagem e deseja que o capitalismo morra.

“The pleasure is all mine” de/by Vanessa Sandre | Brasil/\Brazil | 18’43’’ | 2023 | Estreia Nacional / National Premiere
Sinopse:
Quando Amélia se dá conta que nunca teve um orgasmo em seus 76 anos de vida, tudo muda. Agora ela está decidida a ter um, custe o que custar.
Biografia:
Vanessa Sandre (ela/dela) é roteirista, diretora de cinema, produtora e atriz. É Bacharela em Cinema e Mestra em Literatura com foco em Feminismo e Estudos de Gênero, ambos pela Universidade Federal de Santa Catarina. Vanessa acumula mais de 14 anos de experiência na área audiovisual, e o roteiro e direção dos curtas-metragens de ficção Nuvem (2014), e O Prazer é Todo Meu (2023).Seu trabalho é movido pelo desejo de explorar narrativas de vozes sub-representadas no cinema por meio de uma perspectiva feminista, interseccional e decolonial.

“Ultraviolet” de/by Veerle De Wilde | Bélgica, Países Baixos/Belgium, Netherlands | 23’55’’ | 2024 | Estreia Local / Local Premiere
Sinopse:
Uma jovem luta para lidar com os problemas psicológicos da sua mãe enquanto procura pela sua própria identidade feminina.
Biografia:
Veerle De Wilde é uma cineasta luso-belga baseada em Gante, na Bélgica. Estudou psicologia na Universidade de Gante e artes audiovisuais na KASK School of Arts.
Em 2020, formou-se com a curta-metragem Spaceboy, que foi selecionada para festivais de cinema como o Brussels Short Film Festival, Giffoni e Sarajevo Film Festival, e ganhou vários prémios. Veerle é alumna do TSFM Word-Frame e do Interfilm Script Pitch. Tal como os seus outros filmes, Ultraviolet é inspirado pelas suas experiências como psicoterapeuta, trabalhando com adultos e jovens.

“Under the whether” de/by Putri Sarah Amelia | Indonésia/Indonesia | 20’00’’ | 2024 | Estreia Internacional / International Premiere
Sinopse:
Uma mulher de meia-idade, que está a passar pela fase da pré-menopausa, tenta substituir a sua filha ocupada por um gato, mas, infelizmente, o gato está na puberdade.
Biografia:
Putri Sarah Amelia (ela/dela) é professora, escritora de cinema e realizadora. A sua investigação e trabalho focam-se principalmente em questões humanitárias envolvendo grupos minoritários, identidade, mulheres e igualdade de género. O seu filme Jemari yang Menari di atas Luka-Luka (Golden Frames in the Closet) ganhou prémios nacionais e internacionais, incluindo o Prémio do Júri Nacional no Minikino Film Week 6, o Short Shorts Film Festival & Asia 2020 no Japão, o Prémio do Público para Melhor Curta no Vancouver Queer Film Festival 2021, e o prémio de Melhor Curta no Festival de Cinema da Indonésia (FFI) 2020.
É também alumna do LOCK-Full Circle Lab Indonesia 2019. Atualmente, trabalha no Programa de Licenciatura em Cinema da Universidade Multimedia Nusantara e continua a focar-se na realização de curtas-metragens antes de estrear na realização de longas-metragens.

“Washhh” de/by Mickey Lai Malaysia | Irlanda/Ireland | 23’10’’ | 2024 | Estreia Nacional / National Premiere
Sinopse:
Ambientado no Campo de Serviço Nacional da Malásia, uma jovem chinesa em treinamento é ordenada pelo instrutor a liderar as suas colegas de diferentes etnias a lavar os pensos higiénicos manchados no meio da noite.
Biografia:
Mickey LAI é licenciada em Produção de Cinema e Televisão pela Met Film School, em Londres, Reino Unido. O seu trabalho explora temas como valores multiculturais, morte e autoidentidade. A sua mais recente curta-metragem, WAShhh, ganhou o prémio de Melhor Curta-Metragem Internacional na 77.ª edição do Festival de Cinema de Locarno. A sua curta de estreia, The Cloud Is Still There, foi selecionada para o Festival de Clermont-Ferrand e o Festival Internacional de Cinema de Busan, enquanto o seu documentário curto, A Worm, Whatever Will Be, Will Be, recebeu o Prémio do Júri no SeaShorts Film Festival.

