ANA CATARINA PEREIRA
Ana Catarina Pereira é docente na Universidade da Beira Interior e doutorada em Ciências da Comunicação, na vertente Cinema e Multimédia, pela mesma universidade. É directora da licenciatura em Ciências da Cultura e representante da Faculdade de Artes e Letras na Comissão de Igualdade da UBI. Investigadora do centro LabCom.IFP, é licenciada em Ciências da Comunicação pela Universidade Nova de Lisboa e mestre em Direitos Humanos pela Universidade de Salamanca. É autora dos livros A Mulher-Cineasta: Da arte pela arte a uma estética da diferenciação (2016) e do Estudo do Tecido Operário Têxtil da Cova da Beira (2007). Co-organizou as obras Filmes (Ir)refletidos (2018) e UBICinema 2007/2017 (2017), com Luís Nogueira; Geração Invisível: Os novos cineastas portugueses (2013), com Tito Cardoso e Cunha; e Colectânea de Poesia – Poetas do Fundão, entre outras. É autora de diversos artigos científicos publicados em revistas nacionais e internacionais. Já deu diversas conferências, acções de formação, workshops e masterclasses em Brasil, Espanha, Inglaterra e Suécia, entre outros países. Trabalhou vários anos como jornalista. Foi co-fundadora e directora da revista online Magnética Magazine e colaborou com as publicações Notícias Sábado e Notícias Magazine (Diário de Notícias), jornal I, revista Focus, entre outras. É regularmente convidada para ser júri de festivais ou fazer curadoria de exposições e ciclos de cinema. Sendo uma das fundadoras da Conferência Internacional de Cinema e Outras Artes, realizada anualmente, na Universidade da Beira Interior, é também coordenadora do GT de Estudos Fílmicos da SOPCOM. Os seus interesses de investigação incidem em estudos feministas, estudos fílmicos, estudos culturais, pedagogia nas artes, cinema português e outras cinematografias minoritárias.
BASAK TEKIN
Basak Tekin nasceu em 1988 em Ancara. É socióloga, formada pela Universidade Bahcesehir, em Istambul. Durante os seus estudos de sociologia, faz parte de várias investigações relacionadas a mulheres e questões de género. Depois de se mudar para o Canadá, tirou o Certificado em Estudos da Mulher da Universidade de Concordia. Atualmente, trabalha na Flying Broom Foundation e é coordenadora internacional da Flying Broom Festival Internacional de Cinema de Mulheres. Vai começar a tirar o mestrado em Género e Estudos de Mulheres no próximo outono. Ela acredita na solidariedade, na igualdade, na sabedoria da natureza e na liberdade.
BESTE YAMALIOĞLU
Licenciada e mestre em filosofia na Universidade Bogazici, Beste YamalioĞlu completou um programa de certificação de filmes durante a sua graduação. Trabalha como coordenadora de Meetings on the Bridge e é co-fundadora da Ehemm Production, trabalhando atualmente como produtora e argumentista. Foi seleccionada para o 20° Programa de Produtores de Talentos de Sarajevo, assim como MFI / Training for Script Editors. É uma das formadoras de Meetings on the Bridge Short Film Workshop. Produziu recentemente a curta-metragem I, Loneliness Gadget A Hard Day at the Empire by Sezen Kayhan e I Am Not Talking About That by Ayris Alptekin. Está atualmente a trabalhar na longa documental Women With Purple Violets de Sezen Kayhan.
CARLA CERQUEIRA
Carla Cerqueira é doutorada em Ciências da Comunicação – especialidade de Psicologia da Comunicação pela Universidade do Minho. Atualmente é investigadora no Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade da Universidade do Minho, e Professora Auxiliar na Universidade Lusófona do Porto. Tem estado envolvida em projetos e iniciativas na área dos estudos de gênero, diversidade e média. É também nestas áreas que tem publicado em livros e revistas nacionais e internacionais, orientado teses e organizado os mais diversos eventos científicos. Das suas mais recentes publicações destacam-se o livro De outro género: propostas para a promoção de um jornalismo mais inclusivo (2014), do qual é co-autora, Gender in Focus: (new) trends in media (2016) e Vozes Plurais: a comunicação das organizações da sociedade civil, dos quais é co-editora. Tem também publicações sobre fotografia e género e análise fílmica feminista. Foi vice-coordenadora da secção de Género e Comunicação da Associação Europeia de Investigação em Educação e Comunicação (ECREA). Integra a Rede GAMAG – Global Alliance on Media and Gender, fazendo parte da equipa de Research & Policy. Além disso, participa em várias organizações científicas e não-governamentais na área dos direitos humanos, igualdade de género e feminismos, sendo atualmente presidente da direção da Civitas Braga – Associação de Defesa e Promoção dos Direitos Humanos. Integra o Conselho de Opinião da RTP em representação das ONG do Conselho Consultivo da CIG – Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género.
DENIZ ŞENGENÇ
Deniz Şengenç nasceu em 1984 na Turquia. É socióloga e documentarista formada pelo Departamento de Sociologia da Universidade Bilgi e estudou Edição Digital na New York Film Academy em Nova York. Durante 10 anos, trabalhou em vários projetos de história oral como pesquisadora e em projetos de documentário como diretora de fotografia ou editora. Realizou curtas e longas metragens documentais, assim como vídeos de música e vídeos comerciais para projetos de arte. Şengenç encontra-se a trabalhar num novo projeto documental. Além disso, é atualmente coordenadora da Flying Broom Foundation e assessora de imprensa do Flying Broom Festival Internacional de Cinema de Mulheres. Os seus trabalhos focam principalmente em questões sociais, incluindo minorias, mulheres e direitos LGBTI+, violência doméstica e amor, vida e paz. Gosta de contar histórias e usa sua câmera para as contar.
JAIME NEVES
Jaime Neves é professor na Escola das Artes da Universidade Católica Portuguesa onde, desde 2006, leciona nas áreas do Cinema e audiovisual. Doutorado em Ciência e Tecnologia das Artes é investigador integrado no CITAR – Centro de Investigação em Ciência e Tecnologia das Artes onde, no campo da investigação, privilegia temas relacionados com o cinema em geral e com as variantes estéticas do cinema a preto e branco contemporâneo em particular. Em 2004 fundou o Black & White – Festival Internacional Audiovisual que, até 2016, dirigiu, programou e produziu. Foi diretor artístico do Art & Tur – Festival Internacional de Cinema de Turismo. Cineclubista desde a adolescência, tem um passado profissional fortemente ligado à rádio (locutor e repórter) e ao teatro (ator e diretor). Programa e dirige a Plano 9 – Cooperativa de Produção e Ação Cultural, Crl que, em 2019, fundou.
LUÍSA SEQUEIRA
Luísa Sequeira é realizadora e faz curadoria de cinema, trabalha em diferentes plataformas, como vídeo, filme e fotografia explorando as interseções do cinema e dos media emergentes. Estudou jornalismo, tem uma especialização em realização de documentários e neste momento está a fazer um doutoramento em Arte dos Media. Trabalhou mais de uma década na RTP, coordenando e apresentando vários projectos. Entre eles, destacam-se o Fotograma, um magazine semanal dedicado ao cinema em língua portuguesa. Desde 2010, é diretora artística do festival de curtas-metragens Shortcutz Porto e do Super 9 Mobile Film Fest, o primeiro festival português dedicado a filmes realizados com telemóvel. Recentemente, estreou a sua primeira longa-metragem documental, “Quem é Bárbara Virgínia?”, filme que foi exibido em vários festivais de cinema, entre eles, o festival Internacional de Roterdão, Mostra de São Paulo e o Doclisboa, foi o vencedor na categoria de documentário na última edição do Festival Caminhos do Cinema Português e venceu o prémio para melhor documentário português na primeira edição do Porto Femme. Realizou e produziu várias curtas, entre elas; Os Cravos e a Rocha, La Luna, Memória, substantivo feminino , My Choice. Coordenou e realizou o Porto sem Nó, vencedor do Festival Internacional de Televisão do Rio de Janeiro. Realizou o documentário Mulheres no Palco para a RTP – Um documentário que retrata a preparação da peça “A Mais Velha Profissão” de Paula Voguel e encenada por Fernanda Lapa. Co-realizou com o artista Sama, uma série de animação experimental de 13 episódios para o canal Brasil. Recentemente foi selecionada para a residência de criação de cinema na Meta Cultural Foundation na Romenia. Realizou várias exposições, entre elas destacam-se recentemente as exposições na galeria Adorna Corações( 2018), Sputenik the window ( 2019 ) e galeria Nuno Centeno ( 2019). Neste momento está a realizar com o artista Sama o documentário Nada a Temer, um filme sobre a actual situação política e social do Brasil e está a produzir com a Luísa Marinho e com a Ana Luísa Amaral um documentário sobre As Novas Cartas Portuguesas.
MARIA JOSÉ MAGALHÃES
Maria José Magalhães é professora Auxiliar na FPCEUP, investigadora do CIEG e no CIIE, doutorada em ciências da educação. Recebeu o prémio de investigação Carolina Michaelis de Vasconcelos sobre Estudos das Mulheres (1990), e tem várias publicações científicas (livros e artigos em revistas nacionais e internacionais). As principais áreas de investigação centram-se nos estudos de género, feminismo, movimentos sociais e violência de género (incluindo feminicídio). Liderou o projeto internacional “Bystanders: developing bystanders responses to sexual harassment among young people” (prevenção do assedio sexual ). Investigadora Principal do Projeto Internacional CEINAV (2013-2016), membro da COST Femicide Across Europe (2013-2017) e fundadora e coordenadora científica do Observatório Das Mulheres Assassinadas da UMAR, OMA-UMAR (2004-2010). Atualmente, coordena o Projeto BO(U)NDS – Laços e Limites: estudo longitudinal sobre a prevenção da violência de género nas escolas (financiado pela FCT). Tem também desenvolvido, em conjunto com outras investigadoras, investigação no campo da crítica feminista da arte, incluindo projetos e artigos publicados.
PATRÍCIA NOGUEIRA
Patrícia Nogueira (Porto, Portugal) realiza e produz documentários e trabalha regularmente com outros realizadores, tanto em ficção como documentário. Na sua longa-metragem documental, 3 horas para amar, Patrícia explora o seu tema de eleição abordando as emoções e a sexualidade femininas. O filme ganhou o prémio PrimeirOlhar (Viana do Castelo, 2013) e foi selecionado para vários festivais, tais como DocLisboa (2013), Cine Las Americas (Austin, 2014), FEST (Espinho, 2014) Berlin Feminist Film Week (2015), Filministes (Montreal, Canadá) e Women’s Voices Now Film Festival (Los Angeles, 2017). É Professora na ESMAD – Escola Superior de Media Artes e Design (IPPorto) e no Instituto Universitário da Maia. Doutorada em Media Digitais pela Universidade do Porto, através do Programa Internacional da Universidade do Texas, Austin-Portugal, a sua tese foca-se no espectador do documentário interativo e foi desenvolvida enquanto investigadora convidada no National Film Board do Canadá. É ainda mestre em Cinema Documental pela Escola Superior de Música, Artes e Espectáculo (IPPorto). Os seus interesses de investigação centram-se em formas de Documentário contemporâneo, em especial no Cinema Digital, e em Estudos Feministas de Cinema. É vice-presidente do grupo de investigação europeu CCVA – Cinema and Contemporary Visual Arts, da NECS.
PEDRO NEVES
Pedro Neves nasceu em Leiria em 1977. É documentarista. Estudou no Porto, onde concluiu uma pós-graduação e um mestrado em Cultura e Comunicação, variante Documentário, com uma dissertação sobre o documentário dos anos da Revolução de Abril. Em 2007 frequentou um curso de realização de documentários na Escola Internacional de Cinema e Televisão de San António de los Baños, Cuba. Em 2008 fundou a produtora Red Desert Films. Venceu nove prémios com os filmes que realizou. Foram exibidos na RTP, Canal PLus France, canal Plus Afrique ou TVCine e entraram na competição em mais de 40 festivais nacionais e internacionais, como Clermont-Ferrand, Guadalajara, Doclisboa, Documenta Madrid, Curtas Vila do Conde, Festival de Curtas de São Paulo, Porto Post Doc, Festival de Salónica, CPH:DOX, entre outros. Da sua filmografia, destacam-se os documentários “a olhar o mar” (89’, 2007), “En la Barberia” (6’, 2007), “Os Esquecidos” (63’, 2009), “Desencontros” (39’, 2010), “Água Fria” (14’, 2011), “A Raposa da Deserta” (85’, 2014) e “Hospedaria” (20’, 2014). Em 2014 finalizou o documentário “Acima das Nossas Possibilidades” (43’), integrado no Projecto Troika e, com Boaventura Sousa Santos, realizou a curta-metragem “Conversas do Mundo”. Em 2015 produziu e realizou o filme “Bairrismos” (61’). Já em 2016 realizou a curta-metragem documental “A Praia” e a longa “Tarrafal”, estreada no Porto Post Doc e com International Premiere no CPH:DOX, na Dinamarca. Em 2018 fez direcção de fotografia e produziu a longa-metragem Bostofrio, de Paulo Carneiro, com estreia no Indie Lisboa, Geni, de Luís Vieira Campos (Porto Post Doc), aos meus pais., de Melanie Pereira (Doclisboa), e realizou a curta documental Náufragos, a convite do Festival de Vila do Conde, onde foi World Premiere.
RAQUEL FELGUEIRAS
Raquel Felgueiras é licenciada em Pintura pela Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto. Em 2009 completou a Pós-graduação em Desenho pela Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa. Em 2012 termina o seu Mestrado em Cinema de Animação pela University of the West of England, Bristol. No âmbito do mestrado produziu a sua primeira curta metragem de animação Branco, selecionada para diversos festivais internacionais, e que recebeu o prémio “Jovem Cineasta Português” no CINANIMA 2012. Foi artista investigadora na Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade do Porto no projeto Cultural Encounters in Interventions Against Violence (CEINAV) e recentemente no projeto Bystanders – Developing Bystanders Responses to Sexual Harassment Among Young People. Tem participado em exposições com os seu trabalho artístico, que inclui desenho e vídeo, em Portugal e no Reino Unido.
SÓNIA DE SÁ
Sónia de Sá tem 39 anos e é natural de Barcelos. É doutorada em Ciências da Comunicação e docente na Universidade da Beira Interior e no Instituto Politécnico da Guarda nos cursos de Cinema, Ciências da Comunicação e Ciências da Cultura. É investigadora integrada da Unidade de Investigação LabCom. As suas áreas preferenciais de investigação são a televisão e os estudos de género. Integra diversos projetos Erasmus+ sobre igualdade de género e trabalho, e igualdade de género e voluntariado. É membro da Assembleia Geral da CooLabora – Cooperativa de Intervenção Social.
