Júri

Competição Internacional

Bouchra Bouhia

 

Bouchra Bouhia é membro do comité do Cineffable - Parisian Lesbian Feminist Film Festival- desde 2018, combinando o seu amor pelo cinema com o seu compromisso com o ativismo feminista e LGBTQIA+.

Apoia a diversidade, a inclusão e a riqueza do multiculturalismo através do trabalho voluntário, não só no Cineffable, mas também como membro ativo do Pride des Banlieues e como voluntária do Chéries Chéris LGBT Film Festival.

Acredita no poder da representação e da comunidade.

Com uma mente aberta e uma paixão pela igualdade, esforça-se por criar espaços que elevem os outros.

Daniela Colamartini

 

Especializada em História da Arte Contemporânea, obteve o seu mestrado em Organização de Eventos Culturais no IED Florença em 2015. É responsável pela programação de festivais de cinema e trabalha na distribuição independente de cinema documental. Desde 2015, é responsável pela programação do Festival dei Popoli, um festival internacional de cinema documental. Colaborou com vários festivais e projectos de cinema italianos e europeus (incluindo o Middle East Festival e o Tënk). Em 2020, é uma das três fundadoras do CinematograFica, um projeto internacional que promove a sensibilização para as questões de género e o combate à violência de género através do cinema.

Helena Falabino

 

Helena Falabino, ítalo-argentina, é artista e trabalha com fotografia, vídeo, movimento e música. Trabalha na curadoria de curtas-metragens e do programa Lesbian Pleasure do Some Prefer Cake Film Festival.

Após obter um mestrado em Semiótica, traduziu e curou a edição italiana do ensaio Atrincheradas en la carne, sobre pós-pornografia, da autora chilena Lucia Egaña Rojas.

A sua mais recente curta-metragem, On Photography, foi exibida em vários festivais de cinema por toda a Europa.

Pedro Magano

 

Pedro Magano, 1981. Licenciado em Tecnologias Comunicação Audiovisual (1999-2002). De 2003 a 2014, trabalhou como diretor de fotografia em documentário para televisão e cinema. Em 2015 realizou a primeira longa metragem documental, “Irmãos”, e venceu o Festival Caminhos do Cinema Português (2015) e o Lince de Ouro no Festival Internacional Fest Espinho (2016). Em 2018, realizou a curta-metragem “Luana”, com presença em festivais nacionais e internacionais (Festival Internacional de Cine de Gijón; Festival de Cine de Cartagena; Capital City Film Festival (USA), etc.) Em 2024, produziu a primeira longa metragem chamada “As Aves” com o

apoio financeiro do ICA. Até ao momento, Pedro Magano realizou e produziu 15 projectos com presença em festivais como É Tudo Verdade (BR), Festival de Gijón (ES), Festival de Brasília (BR), Cartagena IFF (CO),  DOCS MX (MX), FEST- New Directors, New Films (PT), e outros, e a maior parte dos seus projetos têm sido apoiados pelo ICA.

Ursula Pürrer

 

Ursula Pürrer (*1962, Viena, A) é uma artista de vídeo e cinema experimental e editora de documentários e vários projectos de arte em Berlim. De 1984 a 1989, estudou Visual Media Design na University of Applied Arts e, de 1986 a 1989, Electroacústica e Composição na Universidade de Música e Artes Performativas de Viena. Em 1989, obteve um mestrado com distinção com o seu vídeo “The Drift of Juicy”. Colaborou com Ashley Hans Scheirl em várias curtas-metragens experimentais em Super-8 e em trabalhos de vídeo do início dos anos 1980. Em 1990/91 realizou com Scheirl e Dietmar Schipek “Flaming Ears”. Editou, entre outros, Cari Compagni de Pia Marais (2018), Hitler's Hollywood de Rüdiger Suchsland (2017) e Naked-A Story de Inga Turzcyn (2023).

Vanesa Toca

 

Vanesa Toca é mestre em Cinema Contemporâneo e Estudos Audiovisuais pela Universitat Pompeu Fabra (UPF) em Barcelona. Com mais de uma década de experiência em jornalismo cinematográfico, passou mais tarde a dedicar-se à distribuição de festivais - uma área em que tem estado ativa desde 2014. Começou a trabalhar em distribuição no Instituto Mexicano de Cinematografia (IMCINE) e, nos últimos sete anos, foi coordenadora internacional da Agencia Freak, uma empresa especializada na distribuição de curtas-metragens e documentários em festivais desde a sua fundação em 2000.

Competição Nacional

Hilda de Paulo

 

Hilda de Paulo é artista, pesquisadora, escritora e curadora independente. É autora do projeto Arquivo Gis, programadora do Queer Lisboa e Queer Porto, membra fundadora da Cia. Excessos e da eRevista Performatus. Tem integrado exposições coletivas nacionais e internacionais, e algumas das suas obras integram permanentemente o acervo de algumas instituições, como o da Fundação de Serralves. É criadora da palestra-performance-oficina “O Que Vem Depois da Esperança?” (2022). Conduziu a conferência “Mover-se na Casa do Colonizador” no encontro “MASP Professores: Sociabilidade e Pertencimento” (2024) e foi curadora adjunta das exposições “Ana Mendieta: Silhueta em Fogo” e “terra abrecaminhos” (2023) no Sesc Pompeia, bem como da coordenação, da idealização do programa paralelo e da organização editorial de “terra abrecaminhos”. E é doutoranda em estudos literários, culturais e interartísticos pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto. Vive e trabalha em Vila Nova de Gaia.

Jade Howey

 

Jade é programadora sénior do Women X Film Festival, um festival de cinema dinâmico dedicado a mulheres e criadores não binários, que acontece anualmente numa região sub-representada do Reino Unido. Juntou-se à equipa em 2020, tendo anteriormente trabalhado num serviço de streaming voltado para mulheres queer e no Fringe! Queer Film Festival.

Maria Gil

 

Maria Gil nascida no Porto em 72, é actriz, encenadora, activista pelos direitos humanos, palestrante. Foi pelo e no teatro fórum e comunitário que desenvolveu a prática activista especialmente direcionada para a inclusão do povo roma. Passou pelo cinema como interprete e co-guionista, no filme "Cães que Ladram aos Pássaros" de Leonor Teles. Assim como em outras curta-metragens premiadas em vários festivais internacionais de cinema. Destaca, entre várias, "Azul" de Ágata de Pinho, "As Gaivotas Cortam o Céu" de Mariana Bartolo e Guillermo Garcia Lopez. Na televisão interpreta Cármen na série"Braga" realizada por Joaquim Leitão/ Pedro Ribeiro e dirigida por Tino Navarro. Em 2023/24 dirige o espetáculo "Homo Sacer" no âmbito do Odisseia do TNDM. Em 2021 recebe o prémio no "Lefestt _Lisbon & Sintra Film Festival" como personalidade portuguesa e roma que contribui e divulga a cultura ROM. Participação e menção em várias publicações relacionadas com os movimentos antirracistas.

Competição Estudantes + XX Element

Anabela Oliveira

 

Professora auxiliar na Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro e investigadora no iA* Investigação em Artes. Doutorada em Literatura Comparada, orienta a sua investigação científica no âmbito dos estudos interartes e também na cinematografia de Manoel de Oliveira, Federico Fellini e Jacques Tati. Tem comunicações apresentadas em múltiplos colóquios, conferências convidadas em universidades europeias e publicações em revistas nacionais e internacionais. Tem múltiplas participações em júris e workshops em festivais e mostras de escolas de cinema e nos júris nacionais do ICA. Autora dos livros Entre Vozes e Imagens – a presença das imagens cinematográficas nas múltiplas vozes do romance português (anos 70-90), Porto, Edições Pena Perfeita, 2007 e Federico Fellini – a inevitabilidade da arte, Editora DebatEvolution, 2020.

Ana Almeida

 

Ana é produtora de cinema e televisão. Trabalhou como videógrafa no Público Online e na Porto Editora, onde foi responsável pela produção, filmagem e edição de vídeos jornalísticos e didácticos. Em 2011, fundou a Anexo 82 com José Pedro Lopes, produzindo curtas-metragens, trabalhos comerciais e comissionados e prestando serviços a produtoras internacionais. Em 2017, a Anexo 82 lançou a sua primeira longa-metragem “A Floresta das Almas Perdidas”, realizada por José Pedro Lopes, que foi distribuída internacionalmente. Ana foi a editora e produtora.

Em 2018 construiu uma equipa completa de pós-produção a partir do Porto e está agora a investir na procura de parceiros internacionais para coprodução. Em 2019, o Anexo 82 lançou a curta-metragem “Abeba”, realizada por Zelalem Woldemariam, em coprodução com a Suécia e a Etiópia. Ana foi a editora e coordenadora de pós-produção do filme.

Em 2021, montou e produziu a longa-metragem documental “What Words Can Do”, realizada por Luísa Sequeira e Luísa Marinho, que estreou no DocLisboa 2022, onde ganhou o Prémio do Público para Melhor Filme Português. O filme estreou nas salas de cinema de todo o país e está a ser distribuído internacionalmente. O filme foi nomeado para o Prémio Sophia 2024 para Melhor Documentário.

Em 2024, Ana editou e produziu a curta-metragem “Goodbye”, realizada por Rúben Sevivas, que estreou no FEST - Novos Realizadores Novos Filmes.

Vanessa Fernandes

 

Vanessa Fernandes nasceu na Guiné-Bissau em 1978, viveu em Paris, Macau, Porto, Alemanha e regressa ao Porto em 2012. Mestre em realização de Cinema e Televisão pela ESAP. Com o seu trabalho de vídeo arte expõe com a artista plástico Xin Song "Tales of Two Cities III: “Invented Sea: Porto and New York”, no Espaço Rampa Porto, com Curadoria de Michelle Loh - Nova Iorque, participa na exposição “Íntimo a político: um avatar coletivo” com o Coletivo InterStruct no Espaço Mira-Porto; apresenta “Stand here” video instalação no 8° Triangle Network no Hangar - Centro de Investigação Artística em Lisboa. Faz a direção de fotografia para "Mudança" (2021) de Welket Bungué, e participa no filme "Resonance Spiral" (2024) de Filipa César e Mario Pina exibido no MOMA - EUA, e ambos selecionados para o Berlinale na Alemanha. Realizou curtas- metragens como "Tradição e imaginação", "Mikambaru", "Si destinu", "Fiji", "Cura", “MadMudPool" e a série para a RTPLAb "Matemática Salteada".

Prémio Lutas e Direitos das Mulheres

Ana Catarina Pereira

 

Ana Catarina Pereira nasceu na Covilhã. É Mãe e Professora Auxiliar na Faculdade de Artes e Letras da Universidade da Beira Interior, sendo doutorada em Ciências da Comunicação, na vertente Cinema e Multimedia, pela mesma universidade. Investigadora do centro LabCom, é diretora do Mestrado em Cinema da UBI e foi investigadora responsável pelo projecto “Speculum: Filmar-se e Ver-se ao Espelho: O uso da escrita de si por documentaristas de língua portuguesa” (FCT). É licenciada em Ciências da Comunicação pela Universidade Nova de Lisboa e mestre em Direitos Humanos pela Universidade de Salamanca. Trabalhou vários anos como jornalista e colaborou com as publicações Notícias Sábado e Notícias Magazine (Diário de Notícias), jornal I, revistas Focus, Up, Saber Viver e Happy Woman. Foi co-fundadora e directora da revista online Magnética Magazine (2008/10); directora do curso de Ciências da Cultura, da UBI (2017/19), coordenadora do GT de Estudos Fílmicos da Sopcom (2017/22) e representante da FAL na Comissão para a Igualdade (2019/22). É autora dos livros "A Mulher-Cineasta: Da arte pela arte a uma estética da diferenciação" e "Estudo do Tecido Operário Têxtil da Cova da Beira". Co-organizou as obras "Filmes (Ir)refletidos", "UBICinema 2007/2017", "Geração Invisível: Os novos cineastas portugueses", e "Colectânea de Poesia - Poetas do Fundão", entre outras, publicando regularmente em revistas científicas nacionais e internacionais.

Ana Sofia Pereira

 

Ana Sofia Pereira é argumentista, realizadora e professora universitária nas áreas de cinema e escrita. Doutorada em Ciências da Comunicação pela Universidade Nova de Lisboa, com uma estadia na Universidade de Reading, tem desenvolvido projetos centrados em feminismos, género, cinema, comunicação e representação. É bolseira de Pós-Doutoramento no projeto FEMglocal, no âmbito do qual co-realizou o documentário “Feminismos: A liberdade de ser”. Co-argumentista da série “Rio Grande”, vencedora do Apoio à Escrita e Desenvolvimento do ICA (2022), é também argumentista e realizadora do documentário “Virgínia”, distinguido no festival Guiões (2022) e apoiado pelo ICA em 2020 (para escrita e desenvolvimento) e 2023 (para produção). Assina ainda longas, curtas e séries premiadas, como “2’ Minutos para Mudar de Vida”, exibida em horário nobre na RTP1.

Carla Cerqueira

 

Carla Cerqueira tem doutoramento em Ciências da Comunicação – especialização em Psicologia da Comunicação pela Universidade do Minho, (2012) e fez pós-doutoramento na mesma área de investigação. Atualmente é professora associada na Universidade Lusófona, diretora do Doutoramento em Comunicação e Ativismos, investigadora integrada no CICANT – Centro de Investigação em Comunicação Aplicada, Cultura e Novas Tecnologias e colaboradora do CECS - Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade. Os seus interesses de investigação incluem género, feminismos, interseccionalidade, movimentos sociais, ativismos, cidadania digital e media. Integra vários projetos de investigação nacionais e internacionais; é a investigadora principal do projeto “FEMglocal – Movimentos feministas glocais: interações e contradições” (PTDC/COM-CSS/4049/2021). É a coordenadora da Comissão de Investigação e Políticas da GAMAG – Global Alliance on Media and Gender. Faz parte da direção da APEM – Associação Portuguesa de Estudos sobre as Mulheres, do Conselho de Opinião da RTP e integra a Comissão de Ética da ECREA. Tem participado em múltiplas organizações não governamentais na área dos direitos humanos, nomeadamente dos direitos das mulheres.

Competição Temática

No âmbito do projeto educativo do Porto Femme, estabelecemos uma parceria com a Universidade da Beira Interior através da Unidade Curricular Filosofia do Cinema, do mestrado em Cinema, lecionada há mais de dez anos por Ana Catarina Pereira, investigadora de referência no estudo do cinema realizado por mulheres. Com uma abordagem filosófica e feminista, a disciplina analisa o cinema a partir dos estudos feministas fílmicos, discutindo representatividade e direitos humanos. Em parceria com o Porto Femme International Film Festival, as pessoas estudantes desempenham funções de júri, aprimorando competências de avaliação e curadoria. O grupo de participantes realiza uma imersão estética e narrativa, premiando filmes que se destacam artisticamente e politicamente. A colaboração tem sido enriquecedora para ambas as partes e espera-se que continue a crescer.