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Abril 19, 2026Estratégias Feministas de
Contra-Programação de Cinema:
tornar visível o trabalho invisível
Numa edição do Porto Femme dedicada ao tema do Trabalho, pareceu inevitável voltar o olhar para o próprio festival e para uma das formas de trabalho que mais frequentemente permanece invisível: a programação de cinema. Quem escolhe os filmes? Como são tomadas as decisões? Que negociações, constrangimentos e imaginações tornam possível um programa? E como poderia uma programação feminista transformar não apenas aquilo que vemos no ecrã, mas também as formas de trabalhar e de estar juntas que sustentam um festival? Foi a partir destas questões que se desenvolveu o workshop Estratégias Feministas de Contra-Programação de Cinema, orientado pela programadora e pesquisadora Anastasia Lukovnikova.
O primeiro momento do workshop consistiu numa sessão teórica online. Durante cerca de três horas, participantes com percursos e experiências diversas partilharam práticas, dúvidas e estratégias relacionadas com a programação de cinema, abordando temas como a representatividade, os processos de decisão, a construção de públicos e as tensões entre trabalho cultural, ativismo e sustentabilidade institucional.
A segunda fase do workshop assumiu um formato de investigação prática. Um grupo de sete participantes acompanhou intensivamente o festival ao longo de vários dias, assistindo a sessões, debates e atividades paralelas. O grupo realizou entrevistas, participou em conversas informais com profissionais convidadas e observou diferentes contextos de programação e mediação cultural.
Lista de Participantes:
- Alessandra Gedes Mello
- Carlota Matos
- Francesca Bossolo
- Giulia Vitini
- Maria Eduarda Dias de Sousa
- Natacha Sampaio
- Patrícia Brásia
- Silvia Di Marco
O objetivo deste trabalho foi compreender, a partir de exemplos concretos, que estratégias funcionam na prática, como são tomadas as decisões de programação e quais os principais desafios enfrentados por quem trabalha nesta área. Ao mesmo tempo, as participantes procuraram mapear a programação cinematográfica não apenas como uma profissão, mas também como um espaço de experimentação, negociação e transformação cultural.








