“Cleópatra & António” de Diego Bragà | Portugal | 20’ | exp | 2024 | Estreia Regional

Sinopse: 

Guerra. Cleópatra e António se fecham no mausoléu enquanto o Brasil é recolonizado. A palavra colonização ganha vida e a natureza reage à destruição da Terra a partir do desejo de imortalidade. Na iminência da sua morte António pede uma “lullaby”. Numa dança de acasalamento fúnebre duas personagens históricas e tirânicas sonham, em plena guerra, uma política não-binária do Amor.
Nesta versão queer de-colonial, inspirada na tragédia de Shakespeare, o Egito é o Brasil e Roma é Portugal. Para este “gran finale”, António será um ator Europeu branco cisgénero Português e Cleópatra será uma atriz mestiça (Indígena e Européia) trans não-binária do Brasil.
Esta ficção, propõe ser uma complexa reescrita de-colonial e queer, dos dois últimos atos da tragédia de Shakespeare, que atualize o legado de performance de gênero e político-erótico dessas duas personagens históricas.

 

Diego Bragà: 

Didirella Diego Bragà (Brasil) (Ela/Dela) é uma artista multidisciplinar luso-brasileira (cineasta, compositora e escritora) que se identifica com o género trans feminina. Nasceu em Belo Horizonte, no Brasil, e vive em Lisboa desde 2018. Iniciou a sua carreira profissional no teatro na adolescência. Em 2021, através de um filme autobiográfico, recebeu a bolsa para jovens criadores do festival de cinema de Sundance e seu filme Pensa num Futuro Bonito pela Frente está atualmente no Op-Docs do The New York Times. Terminou recentemente o “Curso Avançado em Cinema” organizado pela Fundação Calouste Gulbenkian e a Universidade Católica do Porto. Em 2020 concluiu o mestrado em “Teorias da Arte” na Faculdade de Belas Artes de Lisboa, realizando oito curtas-metragens experimentais. Como cantora e compositora lançou dois EPs e álbuns visuais: “SUPERPUTA SPIRITUAL” e “Geografia do amor”. Como escritora e diretora ela encenou um total de cinco peças “HIT ME! (Popwitch)” (BR); “Em Louvor da Vergonha” (BR); “Shakespeare: Livros para Sobreviver” (BR); “Salomé” (BR/PT) e “Geografia do Amor” (PT). Diego conquistou um total de cinco prêmios, tendo recebido o prêmio “Cultura” do Ministério da Cultura do Brasil (durante o governo de Dilma Rousseff) como uma dos jovens artistas representantes da arte contemporânea brasileira.

“Crua+Porosa” de Ágata de Pinho | Portugal | 19’ | exp | 2025

Sinopse: 

Evocando o humano, o orgânico e o extraordinário, Crua+Porosa é uma história de amor obsessivo e uma entropia de entorno surreal entre duas pessoas que se entregam ao desejo absoluto.

 

Ágata de Pinho: 

Para além de continuar a trabalhar como actor, Ágata de Pinho (Portugal, 1989) escreveu e realizou AZUL, que estreou no IFF Rotterdam 2022. AZUL circulou por vários festivais e recebeu 5 prémios (melhor ficção, melhor realização, melhor argumento, melhor fotografia e melhor actriz) nos Prémios Curtas 2023. Ágata está a desenvolver uma longa-metragem, para a qual recebeu financiamento de desenvolvimento e de produção, numa co-produção entre Portugal e Luxemburgo.

“Suave Mar” de Sara N. Santos | Portugal | 15’ | exp | 2025

Sinopse: 

Um homem recorda a mãe. Ela falava-lhe de um lugar mítico, a praia. Em Suave Mar, o banheiro mergulhava as crianças nas ondas entre gritos e gargalhadas, as rendas e os fatos de banho estavam na moda e as pessoas pediam ao mar para viverem para sempre. Enquanto isso, o fotógrafo percorria o areal na tentativa de registar uma sociedade à beira da decadência.

 

Sara N. Santos: 

Sara N. Santos (1992) desenvolve uma prática cinematográfica que combina manipulação de imagens e montagem crítica, com foco na memória e nas narrativas que emergem de materiais preexistentes. Os seus filmes, exibidos em mostras e festivais nacionais e internacionais, abordam a montagem como gesto simultaneamente poético e político, cruzando imagem, texto e edição como formas interligadas de criação. Em 2023, recebeu o apoio à criação artística da Fundação Calouste Gulbenkian e, em 2025, participou no Boost Program (promovido pela MUTIM, CIMA e Le Collectif 50/50) no Festival de Cinema de Les Arcs. Desde 2023, é docente na ESMAD / P.PORTO, onde atua nas áreas do cinema e da fotografia, com especial enfoque em práticas contemporâneas da imagem.

“Tem Fé” de Leonor Patrocinio Alves, Helen Esther Aschauer | Portugal | 7’ | exp | 2025 | Estreia Regional

Sinopse: 

Numa vibrante tapeçaria de música e movimento, Tem Fé, explora poeticamente a energia feminina, a resiliência e as raízes ancestrais. Com paisagens visuais e sonoras arrebatadoras, o filme celebra a força das mulheres e a sua ligação espiritual através de gerações.

 

Leonor Patrocinio Alves & Helen Esther Aschauer: 

Leonor Patrocínio (n. 1997) é realizadora de cinema e artista visual portuguesa cujo trabalho transita entre o cinema, a música e a moda. Explora temas de intimidade e emoção através de uma estética sensível e contemporânea. É licenciada em Fotografia e Cultura Visual pelo IADE e possui um mestrado em Realização Cinematográfica pela TAI – Universidad de Artes de Madrid. Estudou também na EICTV (Cuba) e na Universidad Andrés Bello (Chile), onde se especializou em Têxteis e Moda. Leonor colaborou com artistas da cena musical portuguesa como Diana Lima, Nenny, Bispo e Chong Kwong, bem como com marcas e instituições incluindo a AICEP. Em 2024, co‑realizou Tem Fé, um filme que celebra o feminino como força vital e criativa.
Vive entre Lisboa e Madrid, seguindo um percurso que entrelaça cinema, emoção e imagem como formas de expressão.

Helen Esther Aschauer é realizadora e coreógrafa cubano‑austríaca cujo trabalho transita entre o cinema, a moda e o movimento. Com raízes na dança e no teatro, as suas narrativas são movidas pelo ritmo, pela emoção e pela tensão entre beleza e verdade. A sua obra explora frequentemente a condição humana, com especial foco na perspetiva feminina, através de composições visuais marcantes e de um instinto apurado para o timing dramático. Misturando elegância com crueza, e sensibilidade com ousadia. A sua curta-metragem TMWYH estreou recentemente e venceu o Generation XYZ Audience Award no Tampere Film Festival 2026.

“The Man Cave” de Sarah Legow | Portugal | 2’ | exp, ani | 2025 | Estreia Regional

Sinopse: 

Uma memória de infância ganha vida através de uma mistura de fotografias de arquivo encontradas, cenas encenadas e animação em stop‑motion. The Man Cave é uma breve e desconcertante viagem pelo sonho que partilham duas meninas, o da masculinidade.
Opta por uma abordagem experimental à história pessoal, oscilando entre a seriedade direta do documentário e os riffs alegres de um musical. Com um olhar irreverente e infantil sobre a sexualidade, vê o mundo através de uma lente protofeminista: o “espaço seguro” masculino da “man cave” invadido por meninas, culminando numa fantasia absurda e exuberante.

 

Sarah Legow: 

Sarah Legow (n. 1982, Youngstown, Ohio, EUA) é artista de escultura, vídeo, texto e instalação, a viver no Porto, Portugal. As suas obras fílmicas híbridas, que brincam com o atrito entre o real e o animado, foram exibidas internacionalmente no Athens International Film + Video Festival, Light Matter, Stuttgarter Filmwinter Festival for Expanded Media e no FUSO Festival Internacional de Videoarte de Lisboa (MAAT, Lisboa). Para além do cinema, as suas instalações in situ e projetos de arte pública foram apresentados pela Media Art Friesland, Every Woman Biennial, Jane Addams Hull House Museum e ArtSpace Bremerhaven.
Obteve um MFA pela University of Pennsylvania (2016), um BFA pela School of the Art Institute of Chicago (2011) e um BA em História da Arte pela Grinnell College (2005).

“Mui Nobre e Sempre Leal Cidade de Lisboa” de Inês Sena | Portugal | 8’ | exp, doc | 2025 | Estreia Mundial

Sinopse: 

Os pombos de Lisboa navegam a cidade em transformação.

 

Inês Sena: 

Inês Sena é uma trabalhadora e artista audiovisual portuguesa. Nasceu em 1996, na cidade de Coimbra, tendo passado a sua infância entre serras, no Fundão. Em 2014, rumou a Londres para iniciar a sua formação superior em Cinema na London College of Communication, que terminou em 2018. Desde 2020 que divide o seu tempo entre o ativismo e o cinema.