
“Blueberries” de Marta Kowalska | Polónia | 15’ | fic | 2025 | Estreia Nacional
Sinopse:
Sara tem um futuro promissor com o seu maravilhoso namorado. Neste dia belo, vão celebrar o noivado na casa da família dele. Contudo, a morte acidental de um estranho transforma este dia especial num pesadelo. Apanhada no turbilhão da tragédia, Sara enfrenta um dilema moral. Relutantemente, envolve‑se nas manipulações e mentiras da família, para os proteger, mas o amargo sabor do engano começa a pesar‑lhe. À medida que segredos se desvendam, Sara descobre que a verdade é muito mais perigosa do que imaginava, forçando‑a a confrontar o lado sombrio das pessoas que pensava conhecer. Em quem pode confiar, quando a linha entre lealdade e traição se confunde?
Marta Kowalska:
Marta Kowalska (n. 1994) é realizadora e argumentista. Licenciou‑se em Realização Cinematográfica na Gdynia Film School. Antes disso estudou Arquitetura em Glasgow, Escócia, mas acabou por escolher o cinema. Vive em Varsóvia e encontra-se a trabalhar numa produção teatral no Grotowski Institute em Wrocław, enquanto escreve o argumento de uma longa-metragem de drama psicológico, com elementos de thriller.

“Nesting” de Iyanah Bativala | Chéquia | 20’ | fic | 2025 | Estreia Nacional
Sinopse:
Numa cidade suburbana tranquila, a idosa Bara coleciona bonecas realistas para preencher o vazio deixado pelo filho ausente. Quando uma nova boneca entra na sua coleção, ela fica obcecada e é assombrada por sonhos de gravidez e maternidade. Numa manhã, a boneca desaparece, lançando Bara numa busca surreal que desfoca a fronteira entre realidade e fantasia. Bara entra cada vez mais em espiral, e ataca uma amiga colecionadora de bonecas de quem desconfia, destruindo o seu “bebé” mais precioso. Alienada do seu único círculo social e no seu ponto mais baixo, Bara doa as bonecas que lhe restam. Com o apoio do marido, regressa à sua vida mundana.
Iyanah Bativala:
Iyanah Bativala é realizadora e argumentista cujo trabalho explora temas de isolamento cultural e social. Nasceu em Nova Iorque e cresceu em Mumbai. Licenciou-se em Performance e Media Arts na Cornell University e tem mestrado em Directing Cinema and Digital Media na FAMU, Praga. O seu trabalho abrange ficção, documentário e conteúdo de marca. Com três anos de experiência profissional em escrita de argumento, contribuiu para vários projetos, incluindo na série Waack Girls (Amazon), disponível em mais de 200 países. Atualmente está a desenvolver a sua primeira longa-metragem, passada num dance bar em Mumbai, no início dos anos 2000.

“O Tempo das Cerejas” de Clara Frazão Parente | Portugal | 22’ | fic | 2025 | Estreia Regional
Sinopse:
O que eu vi quando me mostraram a ecografia não acreditei. Dentro do meu útero havia milhares de minúsculos seres, com forma de aranha mas de corpo tenro e flexível.
Clara Parente:
Clara Parente nasceu em 2002 em Lisboa. Em 2022 iniciou os seus estudos na licenciatura de Cinema da Escola Superior de Teatro e Cinema. Concebeu diversos filmes em contexto escolar, como Impasse, Elefante e Ângela, e outros enquanto projetos pessoais, Outras Vidas, exibido na mostra Ciclope, no Cinema São Jorge. No ano de 2025, realizou o filme O Tempo das Cerejas. Agora estuda Cinematografia em Erasmus na Escola de Cinema de Łódź. Em Setembro começou o seu trabalho como 3ª assistente de realização para a série "Jones" da RTP.

“Chowmein Holiday” de Iris Lanhua Ma | EUA | 21’ | fic | 2025 | Estreia Europeia
Sinopse:
Duas avós asiático‑americanas percorrem a Califórnia numa frenética onda de crimes — uma descobre um novo propósito, enquanto a outra guarda um segredo que pode destruir tudo.
Iris Lanhua Ma:
Iris Lanhua Ma é argumentista e realizadora e mestranda em Realização Narrativa na UCLA. O seu trabalho mistura influências culturais e ultrapassa fronteiras de género, criando filmes artisticamente ousados e com apelo comercial.
O seu filme experimental de média‑duração The Honor Among Thieves (2019) — inspirado na Ópera de Pequim e em Georges Méliès — foi exibido no Festival Internacional de Cinema de Roterdão e no Malaysia Seashorts Festival, tendo vencido o prémio de Melhor Filme Experimental no Xining FIRST (2019) e o Prémio de Excelência no Tokyo Image Forum (2020). Também foi apresentado em universidades e festivais por todo o mundo, incluindo a University of Central Lancashire, a University of Sydney e a Emerson College.
Nos seus filmes, Iris subverte e reimagina estruturas de género para contar histórias emocionalmente intensas centradas em vozes sub‑representadas, esforçando‑se por equilibrar a visão artística com a ligação ao público.

“Bowl Cut” de Tamara Vittoz | França | 8’ | fic | 2025 | Estreia Nacional
Sinopse:
Numa tarde quente de verão, Suzie, de 7 anos, recebe um corte de cabelo que não gosta. À medida que a tensão entre os pais separados aumenta, ela decide tratar do assunto pelas suas próprias mãos.
Tamara Vittoz:
Tamara é realizadora da região das Landes. Concluiu a La Fémis Résidence em 2022. No seu cinema, gosta de brincar com as convenções de género, infundindo o núcleo dramático com um toque de humor. Encontra‑se a trabalhar na sua primeira longa‑metragem.

“L'avant-poste 21” de Camille Surdez | Suíça | 21’ | fic | 2025 | Estreia Internacional
Sinopse:
Num dia de primavera, três colegas de casa passam uma noite marcada pelo aborto de uma delas. Oscilam entre momentos de embaraço, ternura e dúvida, enquanto tentam apoiar a sua amiga, durante este momento inédito da sua vida.
Camille Surdez:
Camille Surdez cresceu na região de Valais, na Suíça. Em Junho de 2025, licenciou-se em Cinema pela ECAL / École cantonale d’art de Lausanne, com uma especialização em realização, com o seu filme L’Avant-Poste 21. Atualmente, trabalha em produção cinematográfica.

“My Years of Fear and Trembling” de Acacia Wong | Aotearoa, Nova Zelândia | 14’ | fic | 2025 | Estreia Europeia
Sinopse:
Depois de escrever um romance inspirado na sua relação com a mãe, a taiwanesa‑neozelandesa Alina Wang tem de aprender a distanciar-se de uma relação complicada e destrutiva.
Acacia Wong:
Acacia Wong (she/her) é uma cineasta neozelandesa com paixão por centrar experiências e vozes femininas. Concluiu recentemente um Master of Fine Arts (Creative Practice) em Cinema, na Victoria University of Wellington. Acredita na importância da representação e em contar histórias específicas, distintas e diversas. O desejo de comunicação e ligação, a persistência do amor e das gerações, da infância feminina e do crescimento são temas que a atraem inexplicavelmente.
Em 2024, Acacia venceu o prémio de Melhor Realização pela sua curta-metragem Dear Dad, no New Zealand Youth Film Festival.

“Song of Silence” de Vasilisa Kuzmina | EUA | 15’ | fic | 2025 | Estreia Regional
Sinopse:
Passado em 2071, pós Terceira Guerra Mundial, na América; Song of Silence segue Greta, a matriarca de uma comunidade muda, liderada por mulheres, depois da queda de um sistema extremista patriarcal. Quando o seu filho volta da frente, Greta é confrontada com uma escolha impossível - que vai pôr em causa tanto o amor que tem por ele, como os princípios que jurou proteger.
A curta, filmada em 35mm, tem um elenco composto exclusivamente por mulheres surdas e foi criado por uma equipa de apenas mulheres cineastas, permitindo assim uma exploração autêntica e única de uma sociedade pós-guerra, liderada por mulheres.
Vasilisa Kuzmina:
Vasilisa Kuzmina é uma jovem cineasta e argumentista, com ascendência russa e iraniana. Vasilisa estreou-se como realizadora na webseries Alisa, que estreou no SXSW Film Festival em 2020, no Pilot Competition Program. Nika, a sua primeira longa, estreou no SXSW 2022 na Competição de Filme Narrativo e ganhou o Prémio de Reconhecimento Especial do Júri por Performance Revelação. Vasilisa frequenta o Masters of Fine Arts no American Film Institute (Realização 2025).

“Não Sei O Que Fazer Com As Mãos” de Marta Delgado | Portugal | 16’ | fic | 2024 | Estreia Regional
Sinopse:
Matilde viaja para a aldeia da família devido à morte da sua bisavó. Após o funeral, a jovem reconecta-se com o lugar onde passou a sua infância, aprendendo sobre a história que ela e a sua mãe partilham na mesma casa.
Marta Delgado:
Marta Delgado licenciou-se recentemente em Cinema pela Universidade da Beira Interior. O seu percurso académico começou na área de Ciências e Tecnologias, mas foi ao estudar a sétima arte que descobriu a sua vocação. Não Sei O Que Fazer Com As Mãos, a sua primeira obra, baseia-se nas histórias das suas familiares.

“O Peso da Pena” de Gabriela Morais | Portugal | 15’ | fic | 2025 | Estreia Mundial
Sinopse:
Num estado de apatia com a terceira idade, a personagem isola-se na própria solidão. Uma visita inesperada altera o seu rumo, mostrando alguma luz na escuridão e ressignificando a vida, mesmo diante da sua finitude.
Gabriela Morais:
A paixão pelas artes começou quando percebeu que poderia contar histórias através de imagens.
Nascida no Porto em 2001 e com raízes no interior de Portugal, as narrativas que mais a fascinam e que foca no seu trabalho, são as que contam o quotidiano da nossa população.
No início da formação dedicou-se à Assistência de Realização e, mais tarde, ao Departamento de Produção. Percebeu rapidamente que tinha gosto e vocação pela organização de equipas, organização de orçamentos e logística e resolução de problemas.
Recentemente realizou e produziu a curta-metragem O Peso da Pena, em que colocou em prática tanto o seu lado organizacional como o criativo.

“Espelhos não guardam tudo” de Ana de Assis | Portugal | 19’ | fic | 2025 | Estreia Nacional
Sinopse:
Na quietude do tempo, as memórias fragmentadas de Lola e Aurora revelam a cumplicidade e os sentimentos não confessados que as uniam na juventude. Entre recordações que retornam como ecos e se desvanecem, e emoções que oscilam, emerge uma história sobre a delicadeza da memória.
Ana de Assis:
Ana de Assis nasceu em 1998 em Braga, Portugal. Formou-se em engenharia, mas foi na liberdade da arte e no processo criativo que encontrou a sua verdadeira paixão. Depois de anos dedicados aos números, decidiu dar espaço à inquietação artística que sempre a acompanhou.

“Rehabilitating” de Inez Playford | Austrália | 16’ | fic | 2024 | Estreia Internacional
Sinopse:
Uma mulher com dor crónica está presa num hospital de reabilitação, incapaz de sair até encontrar uma forma de vencer os seus medos e a sua dor, com a ajuda de uma nova amiga.
Inez Playford:
Inez Playford é uma argumentista e realizadora emergente com um Mestrado em Realização pela AFTRS. A sua curta-metragem mais recente, Rehabilitating, foi exibido no Sydney Film Festival e no St Kilda Film Festival em 2024. O filme continuou o seu percurso em festivais em 2025 com seleção oficial para o Flickerfest 2025. Rehabilitating explora as complexidades da dor crónica em mulheres jovens. Inez deu prioridade à inclusão de intérpretes e membros da equipa que fossem pessoas portadoras de deficiência e assegurou um ambiente de set acessível, pela primeira vez na história da AFTRS. Tem também um conjunto de outras curtas‑metragens, incluindo Collect Call, The Mark (St Kilda Film Festival 2025) e This House Is Mine Now.
Para aprofundar o seu envolvimento em todos os níveis da indústria cinematográfica, Inez trabalhou como assistente de casting para a conhecida diretora de casting Amanda Mitchell. Foi selecionada como uma das três delegadas da Screen NSW para o programa de mentoria +SCREENSTORIES, realizado em conjunto com a Screen Canberra e a ADG, e também foi escolhida como mentee da Create NSW para o programa de estágio, Createability 2025.
Para além do seu trabalho cinematográfico, Inez atua como consultora em questões de deficiência no mundo das artes e tem muita paixão pela diversidade de representação e acessibilidade na indústria do cinema e da televisão.

“Elisa” de Ana Gennerich | Portugal | 14’ | fic | 2025 | Estreia Nacional
Sinopse:
Num mundo onde os sonhos se entrelaçam com a fama televisiva, uma jovem atriz enfrenta uma profunda alienação e a perda da sua identidade quando a sua icónica personagem começa a borrar os limites da sua própria existência. Enquanto as fronteiras se desvanecem e os espelhos refletem um rosto alheio, ela experimenta uma crescente desconexão de si mesma e do fruto do seu trabalho. À medida que os fãs e colegas a confundem com o seu alter-ego fictício, despojando-a da sua individualidade, ela entra numa luta interior para recuperar a sua essência, desafiando os limites entre a ficção e a realidade da sua própria existência e lutando para assumir o controlo do seu destino antes de desaparecer completamente sob a sombra da sua personagem.
Ana Gennerich:
Com vocação para as artes visuais, o design e uma paixão constante pelo cinema, Ana Gennerich realiza o seu trabalho entre Espanha e Portugal. Mudou-se para Madrid em 2020 para estudar Comunicação Audiovisual, e concluiu posteriormente a licenciatura em Cinema e Audiovisual na Escola Superior Artística do Porto (ESAP), onde desenvolveu diversos projetos como realizadora e diretora de fotografia. Ainda em contexto académico, trabalhou em obras que conquistaram reconhecimento nacional, como o documentário Praia da Aguda (realização de Salvador Gil, 2023), distinguido com o prémio de Melhor Curta-Metragem Documental no Sophia Estudante e nomeado para os Prémios Sophia na categoria Estudante. O seu percurso inclui experiências em curtas e longas-metragens de ficção e documentário, bem como em publicidade e videoclipes. Entre os seus projetos mais recentes destacam-se a curta-metragem O Outro (realização de Miguel Ângelo Ferraz, 2024), Escatologia (realização de Daniel Mendes, 2024) os documentários Expanding: Fazer o Festival (2023) e Museu Nadir Afonso (2023), e o premiado Praia da Aguda (2023).
